No total, 15 categorias vão cruzar os braços; a previsão, entretanto, é que nenhum serviço seja interrompido por completo.

(Por Thiago Andrade, O Livre)

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Agentes prisionais, garis, enfermeiros, motoristas de ônibus e profissionais de outras 11 categorias cruzaram os braços nesta sexta-feira (14) em Cuiabá. O protesto é parte das manifestações que prometem se repetir em todo o país contra o projeto da reforma da Previdência, encaminhado pelo governo federal ao Congresso.

Apesar da paralisação, Prefeitura de Cuiabá e governo de Mato Grosso avaliam que serviços essenciais prestados à população não devem ser interrompidos por completo. Bancários não aderiram à manifestação e agências devem funcionar normalmente.

A partir das 14 horas, os trabalhadores se reúnem na Praça Ipiranga, no centro de Cuiabá, em uma manifestação. A Polícia Militar e agentes da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) da Capital devem acompanhar a movimentação para manter a ordem e o fluxo do trânsito.

Transporte coletivo

No caso dos motoristas de ônibus, a Prefeitura de Cuiabá se antecipou e conseguiu uma decisão judicial que obriga a categoria a manter 90% da frota nas ruas nos horários de pico. Ao anunciar a paralisação, o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores do Transporte Coletivo já havia anunciado que, no mínimo, 50% dos ônibus estariam circulando.

Conforme o presidente da categoria, a decisão foi tomada por entenderem que o mínimo de 30% – previsto em lei em casos de greve – não seria o suficiente para evitar mais transtornos à população.

Saúde pública

O sindicato que representa os enfermeiros que trabalham no setor da saúde em Cuiabá também comunicou que vai manter 50% do pessoal em atividade. Segundo a prefeitura, não há previsão de fechamento de unidades de urgência e emergências – como UPA, Policlínicas e pronto-socorro) durante o dia de paralisação nacional.

Já a Secretaria de Estado de Saúde informou que, no caso dos Hospitais Regionais de Mato Grosso, devem ser mantidos 30% do efetivo de profissionais. Apenas os que trabalham nos setores de urgência e emergência não devem aderir à paralisação, ou seja, 100% dos profissionais continuarão trabalhando.

Garis

No caso da limpeza urbana, a Prefeitura de Cuiabá admite a possibilidade de que a prestação do serviço seja afetada pela greve geral desta sexta-feira. O município informou que não recebeu nenhum comunicado oficial da categoria sobre a adesão ao movimento. Todavia, lembra que grande parte dos profissionais da área depende do transporte coletivo para chegar aos postos de trabalho.

Agentes prisionais

Agentes prisionais de Mato Grosso também devem aderir ao protesto desta sexta-feira. A reportagem do LIVRE tentou informações com os organizadores da paralisação sobre o percentual de profissionais que vão cruzar os braços, mas não houve retorno. O governo do Estado, por sua vez, não informou se preparou um esquema especial de segurança.

Detran

Servidores do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) também não vão trabalhar nesta sexta-feira. O governo de Mato Grosso informou que aguarda o início do expediente para ver se há possibilidade de manter o atendimento ao público.

Servidores federais

Entre os funcionários públicos federais que atuam em Mato Grosso, vão paralisar as atividades os do Incra, Ibama, Correios e Funasa. Na lista estão ainda os professores e profissionais que atuam na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e no Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT).

No caso da rede estadual de ensino, profissionais da Unemat devem se juntar aos professores dos ensino básico e médio que já estão em greve desde o dia 27 de maio.

 

Fonte: https://olivre.com.br/