17/05/2024

Ex-secretário diz que ajudou Malouf a receber propina de empresários

Pedro Nadaf fechou acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República

O ex-secretário-chefe da Casa Civil Pedro Nadaf afirma em sua delação premiada, fechada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), que ajudou o empresário Alan Malouf a receber dinheiro ilegal de empresários que tinham contratos com a atual gestão estadual. Nadaf prestou depoimento sobre os fatos investigados inicialmente pelo Ministério Público Estadual (MPE) na 4ª fase da Operação Sodoma.

“Que o declarante ainda tinha a promessa de recebimento de R$ 100 mil de Alan Malouf por tê-lo ajudado a receber propina de empresários para influir em atos praticados no governo atual que irá melhor relatar em momento oportuno”, diz um trecho do depoimento de Nadaf ao Ministério Público Federal (MPF).

Alan Malouf foi condenado a 11 anos de prisão pelos crimes de formação de quadrilha e corrupção passiva em desvios ocorridos na Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

Além da ajuda para recebimento de propina, Pedro Nadaf narra outras duas transações ilegais com Alan Malouf. O empresário teria procurado Nadaf entre o final de 2013 e o início de 2014 na Casa Civil para sanar uma dívida de R$ 1 milhão da posse do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), realizada em 2011 pelo Buffet Leila Malouf, do qual ele é sócio.

Silval determinou que Pedro Nadaf pagasse metade da dívida, R$ 500 mil, ao empresário e que o restante fosse sanado pelo responsável pela extinta Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa), Maurício Guimarães. O delator afirma que Guimarães teria pagado apenas R$ 50 mil dívida e que, no final das contas, teve de pagar R$ 950 mil a Alan Malouf.

Os valores foram direcionados de diversos esquemas do governo Silval, incluindo a desapropriação do bairro Jardim Liberdade. Nadaf era o operador do caixa 2 do governo do peemedebista. De acordo com o ex-secretário, Alan Malouf saberia da origem do dinheiro.

Investimento
Pedro Nadaf também afirma que ele e o ex-secretário de Planejamento Arnaldo Alves realizaram investimentos junto de Malouf, que faria o dinheiro render por ter experiência com a operação de factorings. O ex-chefe da Casa Civil afirma ter entregue R$ 1,5 milhão que, com os juros, deveriam corresponder a R$ 1,75 milhão. Arnaldo teria entregue R$ 700 mil desviados do Jardim Liberdade e outros R$ 200 mil de propina da Construtora Ampla como investimento a Malouf.

No caso do Jardim Liberdade, o governo do Estado pagou R$ 31,7 milhões à Santorini Empreendimentos, dos quais metade, R$ 15,8 milhões, foram desviados pelo grupo liderado por Silval Barbosa.

Nadaf diz que não tinha lastro patrimonial suficiente para justificar as transações e que o investimento feito com o empresário serviria para “esconder os valores recebidos de propina”.

 

Fonte: http://olivre.com.br

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