22/06/2024

Silval Barbosa delatou esquemas com mais de 90 empresas de MT

Ex-governador citou esquemas que envolviam incentivos, contratos de obras e prestação de serviços

O ex-governador Silval da Cunha Barbosa (PMDB) citou relações de corrupção com 91 empresas ao longo de toda sua delação premiada, fechada com a Procuradoria-Geral da República (PGR). A informações foram prestadas por Silval no âmbito da Operação Ararath e envolvem empresas do ramo da construção, setor atacadista, gráficas, setor de energia, entre outros.

O levantamento foi feito pelo site RD News e mostra o amplo espectro de grupos empresariais envolvidos em esquemas que, em sua maioria, seria de pagamento de propina para obter benefícios junto ao Estado.

Silval afirma que alguns dos esquemas tiveram início ainda na gestão do ex-governador de Mato Grosso e atual ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP). Maggi nega e diz que Silval usou seu nome para se livrar da prisão.

O caso mais emblemático é o do Consórcio VLT Cuiabá – Várzea Grande. O grupo é formado por CAF Brasil, CR Almeida, Santa Bárbara Construções, Magna Engenharia, Astep Engenharia, Cohabita Construções, Todeschini Construções e Terraplanagem, Constil Construções e Terraplanagem, além da antiga Multimetal Engenharia de Estruturas, atual Indústria Metalúrgica BL Steel – ligada ao ex-deputado José Riva (sem partido).

O ex-governador narra que R$ 18 milhões foram pagos ao grupo liderado por ele para que o contrato com o Estado fosse mantido. O valor correspondia a 3% do valor da obra e serviu para o pagamento de dívidas de campanha do grupo político do Silval, além de abastecer outros esquemas.

Malebolge
Durante a deflagração da Operação Malebolge, realizada a partir dos depoimentos de Silval, a Polícia Federal realizou busca e apreensão em endereços da Concessionária Morro da Mesa, da construtora Tripolo e também do deputado estadual Ondanir Bortolini, o Nininho (PSD).

Silval afirma ter recebido R$ 7 milhões para assinar a concessão da MT-130 à Morro da Mesa. O ex-governador diz ter pedido a propina, que teria sido paga pelo deputado. O trecho de 122 quilômetros entre Rondonópolis e Primavera do Leste da MT-130 tem pedágios, nos quais o deputado pretendia recuperar o investimento.

Nininho nega ter pagado a propina e diz que nunca participou do conselho da Morro da Mesa ou tomou decisões na empresa.

O ex-governador conta que utilizou parte dos valores recebidos para o pagamento de uma dívida com o empresário Jurandir da Silva Vieira, proprietário da Solução Cosméticos.

 

Fonte: http://olivre.com.br

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