15/06/2024

“Após conhecê-lo, fui me afastando; não tinha como andar junto”

Otaviano Pivetta diz que foi convidado a participar da gestão, mas que preferiu não aceitar

O ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta se posicionou em relação às declarações do governador Pedro Taques (PSDB) que, em entrevista ao MidiaNews, sugeriu que Pivetta queria “governar” o Estado em seu lugar.

 

Pivetta foi um dos coordenadores de campanha de Taques, em 2014, e responsável pela transição. Já no primeiro semestre de 2015, ele e o governador começaram a se afastar.

 

Sobre essa ruptura, Taques falou: “Eu não vou falar mal do Pivetta. Mas o cidadão, para ser governador, precisa ter voto. Aí, ele pode sentar aqui na cadeira de governador. Ele não pode sentar aqui se não for o candidato, se não tiver voto. E algumas pessoas entendem que, por eu ser uma pessoa pobre, quem me ajudou poderia mandar no Governo. Mandar! E eu não sou assim”.

 

Fomos leais a ele. Jamais deixamos de ser leais. Demos contribuição espontânea, sempre que solicitado. Nunca pedi um cargo

Em resposta, Pivetta disse, nesta segunda-feira (26): “Apesar de convidado por ele muitas vezes, nunca quis participar da equipe dele porque, na transição, deu pra perceber que não era mais o Pedro da campanha, já era um ser possuído pela vaidade”.

 

Pivetta disse que resolveu ir se afastando de Taques aos poucos, ao perceber que o governador não queria “ser ajudado”.

 

“Após conhecê-lo fui me afastando, fui saindo, vi que não tinha condição de andar junto. Eu não poderia ser útil a uma pessoa que está contente com a inutilidade”, criticou.

 

“Demos todo o tempo do mundo pra ele organizar o governo e o Estado e, hoje, vejo que faz sentido uma frase que ele dizia: Nunca está ruim o suficiente que não possa piorar”.

 

O ex-prefeito afirmou que jamais fez qualquer tipo de cobrança por cargos por causa do apoio dado ao tucano durante a campanha eleitoral.

 

“Fomos leais a ele. Jamais deixamos de ser leais. Demos contribuição espontânea, sempre que solicitado. Nunca pedi um cargo, tenho aversão a esse tipo de coisa. Fui, desde 2010, um fiel companheiro dele e nunca esperei nada além de ele nos representar a altura. Ocorre que ele foi nossa inspiração e hoje é nossa decepção”, afirmou o político.

 

“Fizemos um plano de governo que foi propagado e aceito pelos mato-grossenses, a única coisa que queríamos é que ele cumprisse ao menos parte desse plano. Decepção é a palavra”, disse.

 

“Definir pensamentos”

 

Por fim, Pivetta citou outro trecho da entrevista de Taques e afirmou que o governador quer “definir pensamentos” seus e do ex-prefeito Mauro Mendes (DEM).

 

Disse Taques :“Tem que perguntar ao Pivetta e ao Mauro quais os pontos em que eu errei. Aí eles vão dizer: “Errou, porque deu 40% de aumento aos professores. Eu cortaria isso no primeiro dia”. Por que eles não têm coragem de falar isso?”.

 

“Ele buscou esse assunto dos professores voluntariamente, provavelmente pra se redimir com o setor e, aí, quer definir pensamento meu e do Mauro sobre isso. Administrei Lucas por três mandatos e a educação lá se transformou em casenacional”, rebateu Pivetta.

 

“Os professores são a base da transformação social que pretendemos fazer. Eles precisam ser bons e bem-remunerados. O problema do Estado não está em pagar bem os professores, problema do Estado esta na má qualidade dos gastos gerais que ele se mostrou totalmente despreparado. Agora fica enfeitando pavão com essas conversas”, concluiu.

 

Fonte: http://www.midianews.com.br

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