27/02/2024

“Delação foi feita em dezembro e, às vésperas da eleição, vaza”

Taques diz que delação foi vazada por conta das eleições e que acusações são absurdas

O governador e candidato à reeleição Pedro Taques (PSDB) afirmou que a delação do ex-secretário de Educação Permínio Pinto foi “vazada” por conta do processo eleitoral.

Segundo ele, Permínio teria feito colaboração em dezembro de 2017.

“Meus advogados estão atrás disso. Isso está na Justiça. Agora, isso é processo eleitoral. Engraçado, ao que consta essa delação teria sido feita em dezembro e agora, às vésperas da eleição, vaza”, disse em entrevista ao programa Estúdio Band, da TV Cidade Verde, na terça-feira (28).

O tucano classificou as acusações como absurdas e disse que o eleitorado conhece seu histórico como “agente público”.

Ele afirmou ter tomado todas as providências na época em que estourou a Operação Rêmora, que investigou um esquema de fraude em contratos na Secretaria de Educação que teria sido montado para beneficiar empreiteiras em troca de propina para quitar dívidas da campanha eleitoral de 2014.

Entendo que está na Justiça, meus advogados estão buscando e é um absurdo. O cidadão conhece a minha vida

Taques afirmou ter exonerado Permínio, ter determinado uma intervenção na Pasta e mudado todos os procedimentos. O tucano exonerou o ex-secretário após o próprio entregar o cargo, logo após o desenrolar da operação, no mesmo dia.

“Eu entendo que seja eleitoreiro. Agora, às vésperas da eleição? Isso não foi feito em dezembro? Por que não apareceu lá? Entendo que está na Justiça, meus advogados estão buscando e é um absurdo. O cidadão conhece a minha vida”, afirmou.

“O cidadão sabe que passei 15 anos combatendo o crime organizado. O cidadão sabe que, como senador da República, apresentei o projeto que transforma corrupção em crime hediondo. E o cidadão sabe que, como governador, tenho o mesmo patrimônio, mesmo estilo de vida e tomei todas as providências necessárias para que esse caso fosse elucidado”, disse.

Por fim, ele afirmou que o vazamento da colaboração premiada anula sua validade.

“Não há instrumento melhor para combater o crime organizado do que a delação. Agora, a delação precisa ser provada. Precisa ser demonstrada. E uma delação que vaza é nula, conforme determina a própria legislação da delação”, completou.

A delação

Matéria da Folha de São Paulo, divulgada na quarta-feira (28), afirmou que Taques foi acusado por seu ex-secretário estadual de Educação Permínio Pinto, também tucano, de participar de esquema de fraude em contratos para beneficiar empreiteiras em troca de propina para quitar dívidas da campanha eleitoral de 2014.

Em acordo de colaboração sob sigilo, homologado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio, o ex-secretário diz que tratou de “algumas licitações para serem direcionadas com o próprio governador”, segundo o documento, ao qual a Folha disse ter tido acesso. Segundo Permínio, o governador sabia do esquema.

A matéria ainda afirma que o ex-secretário entregou aos investigadores mensagens do aplicativo WhatsApp em que Taques pede “facilidade nas licitações”.

De acordo com ele, o empresário Alan Malouf (que também teve sua delação homologada pelo STF) e o ex-secretário da Casa Civil e primo do governador, Paulo Taques, eram responsáveis para que juntos com os demais secretários “encontrassem uma forma de captar recursos para quitar dívidas de campanha deixadas para trás”.

 

FONTE: http://www.midianews.com.br

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