15/06/2024

Max: Janaina se faz de vítima e usa Riva; deputada vê machismo

Parlamentares discutiram por conta da medida que derruba de decreto de Taques parcelando dívidas

Os deputados estaduais Max Russi (PSB) e Janaina Riva (MDB) trocaram farpas durante a sessão da manhã desta terça-feira (11) por conta do decreto legislativo que visa derrubar o decreto do governador Pedro Taques (PSDB) que parcela em até 11 vezes as dívidas do Estado inscritas como restos a pagar.

Em sua fala, o deputado afirmou que a colega tem o costume de se fazer de vítima e usa a figura de seu pai, o ex-deputado José Riva, para exercer seu poder no Legislativo. Já a emedebista rebateu, afirmando que a fala de Max foi machista.

Janaina foi a primeira a usar a tribuna. Ela disse ter recebido um telefonema a criticando por convocar a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) para apreciar o parecer do decreto, que já foi votado e aprovado em primeira votação.

A parlamentar tenta apressar a apreciação da peça na comissão de modo a ir para segunda votação e concluir o processo. Segundo ela, o deputado Max Russi, atual presidente da CCJ, tenta atrasar a votação.

“Eu nunca me coloquei como presidente da CCJ. Eu sugeri que nos reuníssemos para apreciar esse decreto, que é importante ser derrubado. E eu conto com a maioria dos deputados da CCJ. O senhor [Max Russi] está na comissão pela primeira vez. Eu estou há três anos. Se depender de mim, e eu estiver aqui no próximo ano e o senhor também, não será mais presidente da CCJ”, afirmou.

Tenho entendimento e tem algo no Tribunal de Justiça que já recebi que diz que a Assembleia não tem poder para derrubar decreto do Governo

Russi, então, subiu à tribuna do Legislativo para dizer que Janaina tenta “patrolar” a votação do decreto. Segundo ele, a medida foi votada na segunda-feira (10), menos de 24 horas antes, e que ele, como relator da peça na CCJ, tem o direito de estudar a medida.

“Acho que a gente não pode querer nesta Casa de Leis, onde têm 24 parlamentares com direitos iguais, querer patrolar as coisas de acordo com nossa vontade. Aqui todos os deputados têm o mesmo voto. Agora quer patrolar votação porque a maioria quer que derrube decreto? Eu, como presidente e relator do decreto, não posso estudar decreto?”, questionou.

O deputado, que foi chefe da Casa Civil de Taques, disse que há um entendimento de que a Assembleia não tem autonomia para derrubar a medida do Governo.

“Tenho entendimento e tem algo no Tribunal de Justiça que já recebi que diz que a Assembleia não tem poder para derrubar decreto do Governo. Quero apresentar isso no meu relatório. Agora, porque a Janaina quer, eu sou obrigado a emitir parecer sem analisar, sem estudar, para atender a vontade dela?”, disse.

Max disse que a deputada usa de vitimismo para levar vantagem no Parlamento e citou o seu pai, o ex-presidente da Assembleia José Riva.

“Esta casa, independente de homem ou mulher, cada um tem um voto, tem seu entendimento e defende suas convicções. Eu vou, sim, estudar e vou emitir o parecer. Não deu prazo de 24 horas da votação de ontem à tarde, nem 24h e querer fazer o patrolamento. Se a Janaina acha que manda do Parlamento, que se faz de vítima para querer levar vantagem, vai patrolar, porque o pai dela comandou esta Casa por 20 anos e acha que vai comandar essa Casa na mesma linha. Com o deputado Max Russi não vai conseguir”, completou.

Primeiro que não patrolo ninguém. Nunca disse que era mulher, nem me inferiorizei ou disse que sou filha de alguém

Machismo e barco afundando

Janaina, então, disse ter juntado 13 assinaturas pedindo urgência, urgentíssima, na tramitação do decreto legislativo. Desta forma, a medida sairia das mãos de Max para ir para votação em plenário.

Ela afirmou que as declarações de Max demonstraram o seu machismo.

“Primeiro que não patrolo ninguém. Nunca disse que era mulher, nem me inferiorizei ou disse que sou filha de alguém. Veja como o machismo e preconceito se relevam. Eu não disse que sou mulher. Sou tão mulher como sou tão capaz. Eu não coloquei essa questão em pauta”, disse.

“Não me faço de vítima, não preciso disso, nunca precisei, mas não deixo de falar a verdade. Não tenho medo. Recebi uma ligação dizendo que isso, que não sou presidente, questionando como que chamei o colégio de líderes, mas tive a capacidade de recolher 13 votos para ter a urgência, urgentíssima. Agora, o esperneio é livre. E quando tem um barco afundando, as pessoas ficam desesperadas e acabam fazendo besteira. Não é nosso caso”, completou.

Sessão extraordinária

Por fim, Max disse que daria seu parecer dentro de 24 horas. Janaina, então, pediu uma sessão extraordinária para quarta-feira (12), já que nesta terça ocorrem as últimas sessões antes da eleição.

A medida foi aprovada por unanimidade e a sessão foi convocada para às 10 horas da manhã.

 

Fonte: http://www.midianews.com.br

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