15/06/2024

Ao lado de Frota, Nilson critica ideologia da escola sem partido e pede a quem defende ideia sair do país

Por Carlos Gustavo Dorileo

O deputado federal Nilson Leitão (PSDB) participou da Comissão Especial da Câmara que discute o projeto de lei conhecido como Escola sem Partido (PL 7180/14) e se mostrou desfavorável à aprovação do texto, além de criticar a forma como professores de esquerda lecionam, que em sua opinião discutem sexualidade, religião e ideologia em sala de aula. Ao lado do deputado eleito Alexandre Frota (PSL-SP) e do deputado Marcos Feliciano (PSC-SP), o parlamentar ainda sugeriu mudar do país, quem defende estas práticas.

Durante a reunião ocorrida na quinta-feira (22), o deputado federal Flavinho (PSC-SP), relator do projeto, leu seu parecer e houve um pedido de vista coletivo por duas sessões do Plenário da Câmara, adiando assim a votação. O projeto é uma das bandeiras do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

Em seu tempo de fala, Nilson Leitão declarou que é conservador e que gostaria que professores focassem apenas em ensinar as matérias que lecionam e que não entrassem em temas como sexualidade, religião e partidos políticos nas salas de aula.

“A democracia tem que respeitar todos os lados, mas o direito da esquerda se encerra quando inicia o direito daqueles que não concordam com a esquerda. Eu ainda sou um pouco conservador para entender, mas o professor de matemática, eu gostaria muito que ele se atêm a aula de matemática. A Escola sem Partido como está sendo discutida ela realmente está sendo radicalizada pelos dois lados, mas isso tem uma razão, por que alguns professores que estão em sala de aula confundiram a liberdade do tema com a libertinagem do tema”, disse o tucano.

“Avançaram muito, querem discutir tudo. Querem discutir qual é a opção sexual do meu filho, qual a sua religião. Querem discutir tudo do meu filho, inclusive o partido político dele. Isso é inadmissível e não é para discutir mesmo. O professor que se propõe a isso não deve estar na sala de aula, pelo menos para dar aula para meu filho”, afirmou.

O prlamentar ainda frisou que os professores tem o direito de criar seus filhos como quiserem, mas não podem desvirtuar as personalidades dos alunos ensinando religião e sexualidade. Ele também sugeriu que quem pense ao contrário deve se mudar do Brasil.

“Cuidem dos filhos de vocês na casa de vocês. Na escola, cuide daquela matéria e do conceito que está ali para ser discutido, no debate para ser ensinado e do aprendizado que aquela criança tem que aprender. Não vai desvirtuar sua personalidade, o seu caráter, sua religião e sua sexualidade. Quem defende isso, por favor mude de país”, finalizou.

Escola sem Partido

O projeto estabelece que as escolas tenham cartazes com deveres do professor, como a proibição de usar sua posição para ensinar alunos qualquer corrente política, ideológica ou partidária.

A proposta também inclui entre os princípios do ensino, o respeito às convicções do aluno, de seus pais ou responsáveis, dando precedência aos valores de ordem familiar sobre a educação escolar nos aspectos relacionados à educação moral, sexual e religiosa.

Fonte: olhardireto.com.br/noticias

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