17/05/2024

Selma diz que Taques errou ao nomear técnicos no início do mandato

Senadora eleita considera que presidente eleito Jair Bolsonaro acerta ao mesclar técnicos e políticos

Para a senadora eleita Selma Arruda (PSL), um dos erros do governador Pedro Taques (PSDB) durante sua gestão foi a nomeação de uma equipe fortemente técnica, com pouco perfil político.

 

A avaliação foi feita em entrevista ao programa Resumo do Dia na última semana, quando a juíza aposentada comparou as escolhas de Taques às do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

 

Para Selma, é importante que o chefe do Executivo consiga mesclar os dois perfis – político e técnico – para garantir uma boa gestão. Em sua avaliação, Bolsonaro está conseguindo fazer essa mistura em cada nome indicado para compor o 1º escalão de sua equipe.

 

“No caso do Onyx Lorenzoni [Casa Civil], é um trato político de longa data. No caso da Tereza Cristina, um conhecimento muito grande na Agricultura, sobre o agronegócio, sobre as necessidades do setor e isso é muito importante para que o Governo não seja apenas técnico – que acho que foi um dos erros que Pedro Taques cometeu, no começo ele compôs um secretariado muito técnico, muito pouco político e engessou – e o Bolsonaro está conseguindo fazer exatamente uma mesclagem de pessoas que têm uma bagagem política, mas que também tenham conhecimento técnico”, comparou ao citar a escolha dos dois ministros do DEM.

Além de fazer tal comparação, Selma Arruda também afirmou que está muito contente com as escolhas de Bolsonaro e que elas representam a “nova política” e não se tratam de troca de favores.

A fala da senadora eleita tem peso. Selma foi eleita após fazer carreira na magistratura e ter se aposentado no Poder Judiciário este ano. Em sua última lotação, ela foi a titular da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, responsável pelo julgamento de casos que envolvam o crime organizado ou “crime do colarinho branco”, quando o crime é praticado por poderosos.

Na última semana, a indicação do nome de Onyx Lorenzoni, hoje deputado federal, causou polêmica devido ao histórico do político, inclusive entre apoiadores do próprio Bolsonaro que foram às redes sociais do presidente eleito para criticar a escolha. Isso porque o futuro ministro foi delatado pela JBS como recebedor de Caixa 2 nas eleições de 2012. No ano passado, Lorenzoni admitiu ter recebido também R$ 100 mil de Caixa 2 da mesma empresa durante as eleições de 2014.

Aliança com Taques

Ao ingressar na política, Selma Arruda firmou aliança com o PSDB em Mato Grosso e apoiava o governador Pedro Taques (PSDB), que disputou a reeleição. Contudo, no meio do caminho, decidiu romper a aliança.

O motivo, além da não divisão igualitária no tempo de TV com o deputado federal e candidato ao Senado, Nilson Leitão, foi a divulgação da citação de Taques nas delações premiadas do ex-secretário de Educação, Permínio Pinto, e do empresário Alan Malouf. Segundo ela, a ligação de Taques em atos de corrupção, “feria” o discurso pelo qual ingressou na política.

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