15/06/2024

Mauro Mendes não descarta escalonar salários de servidores em janeiro

Por: Leonardo Heitor

O governador eleito, Mauro Mendes (DEM), afirmou que o escalonamento dos salários feitos pela atual administração poderá ser mantido em seu governo.  Antes da reunião com o atual chefe do Executivo estadual, Pedro Taques (PSDB), na tarde desta terça-feira (11), Mendes declarou que a medida pode continuar, num primeiro momento.

Mauro também afirmou que uma das formas de se buscar soluções para evitar atrasos nos salários, como os registrados este mês para alguns dos servidores, é a medida já anunciada de cortar secretarias, autarquias e empresas públicas, além de cerca de 3 mil cargos comissionados, gerando uma economia de aproximadamente de R$ 200 milhões ao ano.

“Não posso descartar e nem confirmar [escalonamentos futuros]. Os números dependem sempre da arrecadação. Vamos trabalhar fortemente para tomar as medidas de contenção de despesas. Todos estes cortes que estamos programando nas secretarias e nos cargos comissionados, irão gerar uma economia de aproximadamente R$ 200 milhões. Isso é significativo e irá contribuir para que busquemos o equilíbrio ainda em 2019”, afirmou.

O governador eleito comentou que o assunto tem sido tratado por ele ainda no processo eleitoral e que já havia apontado o desequilíbrio nas contas públicas. Ele declarou que o problema no pagamento dos salários dos servidores seria apenas um reflexo disso.

“Falei sobre isso muitas vezes durante o processo eleitoral e desde que me propus a estudar um pouco mais as contas públicas logo no início do ano, percebi claramente um desequilíbrio e os números retratam isso. Esse atraso de salário só é mais um passo nessa direção”, disse.

Para Mauro Mendes, as medidas anunciadas irão evitar que a situação vivida pelo Executivo estadual piore ainda mais. O futuro governador ressaltou que, caso nada seja feito, a tendência é que a situação de Mato Grosso se torne semelhante a vivida por estados que estão passando por dificuldades, como Rio de Janeiro e Minas Gerais.

“Se nós não formos capazes de mudar isso, Mato Grosso em breve irá se transformar num Rio de Janeiro ou Minas Gerais, que estão registrando dois ou três meses de salários atrasados, gerando um enorme prejuízo para a população. Temos que tomar medidas duras, mas corretas para colocarmos o Estado em outra direção”, ressaltou.

O futuro governador finalizou questionando pedidos de diálogo feitos pelo Fórum Sindical. Ele destacou que, antes de mais nada, é preciso que se tenha dinheiro em caixa para depois firmar qualquer compromisso. Para Mendes, tudo depende de como será a arrecadação do Executivo estadual de agora para frente.

“Se alguém tiver uma solução diferente disso, no Estado de Mato Grosso, que souber uma fórmula de pagar o salário dos servidores no dia 10 ou no dia 30, sem o dinheiro na conta, é só me avisar que irei implementar. Só paga conta com dinheiro na conta”, completou.

Fonte: www.hipernoticias.com.br/politica

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