14/04/2024

Cuiabá Arsenal tem treinos prejudicados por falta de campo

Time costumava fazer os treinos no “Dutrinha”, mas o acesso ao local foi proibido há um ano

Com 13 anos de existência o Cuiabá Arsenal, time de futebol americano da Capital, enfrenta um de seus maiores desafios: falta de local adequado para os treinos dos atletas. Razão pela qual o time perde cerca de metado dos treinos necessários para o Campeonato Brasileiro de Futebol Americano (série A).

 

Os jogadores resolveram pedir ajuda de empresários e autoridades que apoiam a prática do esporte.

 

Para se obter bons resultados é preciso treinar muito e isso não tem sido possível. O time que outrora treinava quatro vezes por semana, agora consegue treinar uma média de apenas duas vezes por semana e isso acontece pela falta de acesso a locais adequados.

 

O Cuiabá Arsenal treinava nas terças e quintas-feiras (no período noturno) e nos sábados e domingos (no vespertino). E um dos principais locais para treinamento era o Estádio Municipal Presidente Eurico Gaspar Dutra, o popular ‘Dutrinha’, pois a estrutura possui iluminação à treinagem nos horários noturnos, mas o espaço está interditado a mais de quatro anos para jogos e o acesso bloqueado a cerca de um ano para treinos.

 

Maior dificuldade é de encontrar locais com tamanho adequado e iluminação para os treinos noturnos.

 

A Prefeitura Municipal de Cuiabá emprestou o campo do Centro Esportivo João Balduino Curvo, o popular ‘Ginásio do Quilombo’, que não possui as melhores condições, como campo irregular (cheio de buracos e desnível), sem sistema de drenagem para escoar águas da chuva (fica encharcado e impossibilita treinos) e não possui iluminação (impossibilita treinos noturnos).

 

“Não ter os locais necessários para nosso treinamento é a pior coisa que poderia nos acontecer. Não temos como ter bons resultados sem treinar. Sou membro do Arsenal desde o início e nunca tivemos tantos obstáculos para ter um espaço. A prefeitura cedeu o campo do Quilombo, mas o local tem limitações e muitos problemas. Temos tentado superá-los, porém não temos como treinar de noite sem iluminação e isso nos atrapalha demais. Nós procuramos outros locais, mas ainda não solucionamos a questão. A prefeitura está ciente da situação”, avalia o presidente, Denevaldo Barbosa Jr.

 

De acordo com o head coach (treinador principal) e quarterback (atleta), Thomas Anthony Kudyba, o Cuiabá Arsenal tem dialogado com muitas pessoas numa busca por resolver a questão, mas ainda não teve êxito. Segundo ele, o plano de treinamento prevê dois treinos noturnos para se trabalhar os fundamentos e os detalhes individuais, que os atletas precisam saber para fazer a diferença num jogo, e dois treinos diurnos para se trabalhar a coletividade, treinos esses que ocorreriam nos fins de semana por terem maior presença de jogadores.

 

“Vim dos EUA para Cuiabá pensando que seria mais fácil conseguir apoio. O clube tem treze anos de história, já tem dois títulos nacionais, recorde brasileiro de público numa partida de futebol americano e, por isso, achei que as pessoas seriam mais voluntariosas em auxiliar. Espero que isso se resolva rápido, porque precisamos treinar para termos uma boa campanha. Nós precisamos de ajuda da cidade e dos governos”, comentou o treinador e jogador,

 

A vinda do americano é um dos esforços administrativos da associação em prol da campanha 2019.

 

O Campeonato Brasileiro de Futebol Americano funciona de forma semelhante ao que ocorre com o futebol brasileiro com duas séries, a 1ª Divisão (Série A), que é chamada de Série Elite, na qual disputam as 33 melhores equipes do país, e a 2ª Divisão (Série B), que é chamada de Série Acesso, na qual disputam 42 times e todos brigam por vagas que deem acesso à Elite.

 

O Cuiabá Arsenal compete na Série Elite desde a primeira edição do campeonato em 2009 e agora se prepara à edição de 2019 e tem o primeiro jogo marcado para daqui junho.

 

“Acredito que quanto mais treinos tivermos, quanto mais repetições de exercícios fizermos, melhores serão os resultados. Ter locais fixos para os treinos é melhor do que não termos certeza de onde vamos treinar na semana seguinte. Os locais fixos facilitam a vida dos jogadores que precisam montar logística de transporte. Ter locais fixos permite sabermos quanto tempo levaremos na locomoção do trabalho para o treino. Isso simplifica para os atletas não faltarem os treinos”, diz o novo jogador, Waldir Aspet Jr, de 27 anos.

 

Fonte: https://www.midianews.com.br

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