Foi deflagrada nesta terça-feira (02), duas operações pela Polícia Federal. A primeira, denominada Operação “Ouro Sujo”, como referência à clandestinidade da extração e comercialização do ouro. E foi realizada nas cidades de Pontes e Lacerda e Vila Bela de Santíssima Trindade[cidades que ficam no medio oeste de Mato Grosso). Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e três de prisão temporária expedidos pela 5ª Vara Federal de Cuiabá.

A outra – realizada nesta terça – recebeu o nome de Papagaio de Ouro, Fase 3, com a participação de 60 policiais federais, quando foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária, nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Pontes e Lacerda e Peixoto de Azevedo. Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Federal de Cáceres/MT.

Essa investigação é desdobramento da anterior que levou o mesmmo nome – Operação Papagaio de Ouro – deflagrada em 2020 que resultou na prisdão dos responsáveis por um garimpo clandestino em Nova Lacerda, havendo suspeitas que tenham extraído e comercializado mais de uma tonelada de ouro de forma ilícita.

Agora, esta 3ª mira os responsáveis por adquirir ilegalmente o minério extraído desse garimpo. Investigações da PF apontam que o ouro ilegal seria “esquentado” através da mistura com o de procedência legal, dificultando o rastreio de sua origem.

Operação Papagaio de Ouro faz referência ao Córrego do Papagaio, local onde a investigação teve início, em que a Polícia Federal recebeu uma denúncia de que a área estava sendo poluída com os rejeitos de um garimpo ilegal..

A legislação brasileira prevê que a compra de ouro somente pode ser realizada por instituições credenciadas pelo Banco Central do Brasil, desde que tenha sido extraído por pessoas autorizadas pela Agência Nacional de Mineração.

O grupo investigado teria realizado movimentações ao entorno de pelo menos R$ 100 milhões, em cinco anos.

Dentre as estratégias para não serem descobertos estaria, inclusive, um que utilizou as contas bancárias da própria filha de nove anos. Nesta conta ele movimentou R$ 10 milhões.

Os trabalhos estão ainda em curso pela Polícia Federal. Assim, ainda buscam levantar mais provas e, claro, aprofundar na investigação, realizando um ‘pente-fino’, no patrimônio dos envolvidos, para saber o que foi adquirido por meio do crime.

A Justiça Federal também determinou o sequestro de imóveis e veículos, bloqueio de contas bancárias e até a suspensão das atividades de uma empresa que estaria atuando como se fosse uma instituição financeira clandestina em Pontes e Lacerda.