Recentemente uma administradora de condomínios foi surpreendida com o bloqueio total dos arquivos e para restabelecer o acesso ao material, foi coagida a pagar um resgate em Bitcoin, moeda virtual.

Imagem – Ilustrativa

O roubo de dados pessoais é o novo foco de cibercriminosos, o que tem tirado o sono de muitos síndicos e administradoras de condomínios em todo o país. Para se ter ideia, um relatório divulgado pela Kaspersky, empresa especializada em segurança digital, indica que na pandemia o número de ataques cibernéticos mais do que dobrou em comparação a 2019.

Em Florianópolis um caso chamou atenção recentemente, quando uma gestora de condomínio foi surpreendida com o bloqueio total de arquivos digitais. Para restabelecer o acesso a sua base de dados, foi coagida a pagar um resgate em Bitcoin, moeda virtual. Episódios como esse têm estimulado o investimento em cibersegurança e não só para evitar o roubo de dados, mas também para atender a adequação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Em vigor desde 2020, o dispositivo passou a gerar sanções administrativas em caso de vazamentos ocorridos a partir de agosto de 2021, que vão desde simples advertência à multa de R$ 50 milhões sobre o faturamento, multa diária, sanções de proibições e ainda a publicização nos meios que houve o incidente, o que sem dúvida alguma compromete a credibilidade da empresa atacada.

Eduardo Manzeppi, presidente da Comissão de Proteção de Dados e Privacidade da Ordem dos Advogados do Brasil – seccional de Mato Grosso (OAB-MT), explica que a LGPD foi criada para regulamentar o tratamento de dados, bem como determinar quem pode ter acesso a eles, por qual motivo e se é legal. E no caso dos condomínios, esses precisam cumprir as determinações assim como qualquer outra empresa.

Tentando mitigar esse tipo de risco e para atender as normas legais, diversos condomínios já estão procurando ferramentas que forneçam esse tipo de proteção tecnológica. Elaine Tozetto, síndica do condomínio Florais da Mata, faz parte desse grupo que foi atrás de alternativas que conseguem aumentar substancialmente o nível de segurança cibernética.

“Isso permite ao condomínio garantir o sigilo e a segurança das informações. Hoje com o advento da tecnologia se tornou fundamental para a proteção contra eventuais ataques, o que gera maior confiança dos condôminos e gestores”, comenta Tozetto. Nessa busca, encontrou uma solução aderente às necessidades do condomínio na UP Solutions Tecnologia, empresa especializada em cibersegurança com forte atuação em condomínios de alto padrão.

Norberto Prataviera, head de TI na UP Solutions, explica que os condomínios possuem uma série de dados sensíveis, como por exemplo, fotos dos moradores, visitantes e terceiros que são utilizadas no reconhecimento facial, além de dados como gênero, documentos de identificação civil, registros dos acessos dentre outros. Ele afirma que, no entanto, pela tecnologia, é possível manter a rede de dados segura.

Isso é feito através da utilização de equipamentos específicos, que fazem o controle rigoroso de quem consegue ter acesso a ele dentro e fora da rede do condomínio. Ele explica ainda que para conseguir atingir esse nível de segurança são seguidos diversos protocolos definidos pelas normas nacionais e internacionais.

“Existe um passo a passo para garantir a segurança da informação de modo que não haja invasão nos dispositivos utilizados no condomínio, a começar pela identificação dos riscos, tratamento das vulnerabilidades, remediação das falhas e a revisão contínua do processo. Trabalhamos a partir de um o plano de proteção que conta com softwares e hardwares de última geração, com recursos e ferramentas integradas à infraestrutura tecnológica garantindo a proteção dos dados e ativos de TI. Para que o condomínio possa utilizar de todo recurso que a solução oferece, é realizado treinamentos com a equipe que irá operá-lo, além do cuidado com o armazenamento dessas informações”, pondera o especialista.

Outra boa prática no condomínio é evitar que documentos de visitantes, por exemplo, passem pelas mãos dos funcionários, como o modelo utilizado no Florais da Mata, onde a foto do documento é capturada diretamente pelo totem de autoatendimento. Todo esse conjunto de operações fornece mais segurança e garante ainda o atendimento à Lei Geral de Proteção de Dados.

A recomendação é sempre trabalhar a prevenção efetiva, passando pelos princípios básicos de segurança da informação, confidencialidade, integridade, disponibilidade e autenticidade, afirmou Norberto.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Assessoria