Na delação à Justiça os esquemas fraudulentos na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, o ex-presidente José Riva revelou que, além do gabinete dele, todos os dos demais deputados utilizavam “mesmo modus operandi” para saquear os cofres públicos, desviando verbas de suprimentos. O trecho da confissão veio a público por meio de vídeo divulgado pelo site Olhar Jurídico.

“O nosso gabinete foi atingido pela busca e apreensão, em função disso apenas o nosso gabinete tem funcionários denunciados, mas que os gabinetes recebiam suprimento de fundos, que todos se utilizavam do mesmo modus operandi”, revelou Riva que juntamente a 20 servidores do Legislativo e dois empresários foram denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPE/MT).

Há cinco anos, o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) do MPE realizou a Operação Metástase que teve como alvo o ex-deputado e os 22 por envolvido no crime. No vídeo da delação, Riva afirma que parte dos servidores presos não se beneficiaram com os desvios e que eram os chefes de gabinete que atendiam essas “demandas ilícitas e algumas poucas demandas lícitas”.

“Mas esse fato não ocorria apenas no meu gabinete. Na mesma proporção, ocorria na Primeira-Secretaria e em proporção menor nos gabinetes dos senhores deputados que recebiam também o suprimento de fundos”, reforçou. Cada parlamentar recebia mensalmente R$ 4 mil para gastos gerais e compras específicas de produtos como papel higiênico, copos, papel e café.

Num dos depoimentos que deu à 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Riva contou que usavam a verba para questões sociais para pagamento de serviços funerário povo, medicamentos e cirurgias ao povo. Ou seja, utilizada para fins eleitoreiros.

 

 

 

Fonte: https://www.reportermt.com.br/policia/delacao-de-riva-inocenta-servidores-presos-por-desvios-na-al/118946