Servidores da Educação começam greve na 2ª; Fórum Sindical deve discutir eventual greve geral no Estado

(por DOUGLAS TRIELLI )

Membro do Fórum Sindical, o servidor público Oscarlino Alves

 

Membro do Fórum Sindical, o servidor público Oscarlino Alves (Pros) afirmou que a primeira semana de greve dos profissionais da Educação será um “termômetro” para análise de uma eventual paralisação geral no Estado.

Os profissionais da Educação decidiram em assembleia geral iniciar uma greve a partir da próxima segunda-feira (27). Eles afirmam que o movimento é resultado das ações do Governo em relação à Revisão Geral Anual (RGA), ao escalonamento salarial e ao descumprimento da lei que prevê a dobra do poder de compra nos salários dos professores.

Segundo Oscarlino, o Fórum Sindical deve discutir o assunto em breve.

“Se vai ser acompanhado pelas demais categorias, isso vai ser um termômetro. Na greve de 2016, a Saúde puxou a paralisação geral no dia 24 de maio. Este ano, a Educação puxa a fileira. Vamos levar isso para reunião do Fórum Sindical e fazer nossas assembleias”, disse ao MidiaNews.

A gente não tem uma perspectiva de o Governo apontar que dia nosso salário vai ser pago em dia, nem sobre o retorno do 13º salário

“Se isso [greve geral] for uma decisão coletiva, não vai ter outro caminho. A gente não tem uma perspectiva de o Governo apontar que dia nosso salário vai ser pago em dia, nem sobre o retorno do 13º salário para o mês do aniversário do servidor, nem da RGA”, afirmou.

O sindicalista disse que a gestão do governador Mauro Mendes (DEM) mantém o discurso usado pelo ex-governador Pedro Taques (PSDB) sobre os servidores.

“Não é problema de diálogo, é que o Governo não muda o discurso. Eles vêm com o mesmo discurso do governo passado. É questão de abrir uma negociação, dar uma perspectiva, algo que não está tendo até o momento”, disse.

Decisão legítima

Oscarlino ainda defendeu as pautas dos profissionais da Educação. Disse que a classe seguiu as “prerrogativas estatutárias” para evitar qualquer judicialização da greve.

“Eles têm a pauta deles, mas que tem pontos em comum com as pautas de todas as categorias. São elas: pagamento de salário em dia, da RGA de 2018 – que está suspensa pelo TCE – e a isonomia dos Poderes sobre os servidores”, afirmou.

“E tem a lei complementar 510/2013, que é a lei da recuperação do poder de compra. A Educação, que tem o menor salário das categorias do Estado, tem um gatilho até 2023. E isso está suspenso pelas leis que o governador Mauro Mendes sancionou. Além disso, ainda tem o sucateamento da maioria das escolas. Então, a pauta deles é legítima”, completou.

Pedidos da Educação

Além dos pedidos referentes à remuneração e à lei da dobra do poder de compra – aprovada em 2013 na gestão do ex-governador Silval Barbosa, e que dá direito a 7,69% a mais anualmente na remuneração dos professores, além da RGA, durante 10 anos -, os servidores da Educação pede pelo fim do escalonamento salarial, pela realização de um concurso público e para que o Governo faça um calendário para melhorar a infraestrutura das escolas.

 

 

FONTE: https://www.midianews.com.br