A categoria fez uma assembleia nessa segunda-feira (24) e decidiu manter a greve por tempo indeterminado.

(Por G1 MT)

Em greve há quase 1 mês, servidores da rede estadual de educação protestaram em Cuiabá — Foto: Sintep-MT/Assessoria

Em greve há quase 1 mês, servidores da rede estadual de educação protestaram em Cuiabá — Foto: Sintep-MT/Assessoria

 

Os servidores da rede estadual de educação, que estão em greve há quase um mês, protestaram na BR-364, em Cuiabá, na manhã desta terça-feira (25). Eles chegaram a bloquear a rodovia por algumas horas.

O governo reafirmou que, em razão da situação econômica do estado, não tem condições de conceder a Revisão Geral Anual (RGA).

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) está no local e liberou a rodovia. Os manifestantes colocaram mesas, cadeiras, cartazes e faixas no protesto.

A Rota do Oeste, concessionária que administra a rodovia, informou que o protesto ocorreu no km 394 da BR-364 e contou com cerca de 100 pessoas.

Servidores da rede estadual de educação, que estão em greve há quase um mês, protestaram em um trecho da BR-364, em Cuiabá — Foto: Sintep-MT/Assessoria

Servidores da rede estadual de educação, que estão em greve há quase um mês, protestaram em um trecho da BR-364, em Cuiabá — Foto: Sintep-MT/Assessoria

 

Informou ainda que, em julho, deve convocar os profissionais do cadastro de reserva do último concurso público realizado pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc).

O executivo também se comprometeu a apresentar um cronograma de reforma das unidades sucateadas. E, declarou que não tem como conceder o aumento de 7,5%, e que, o pagamento da RGA pode estourar o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Os profissionais da educação estão em greve desde o dia 27 de maio e querem, entre outras reivindicações, o cumprimento da lei que prevê a dobra do poder de compra da categoria até 2023, além da contratação dos aprovados no concurso.

Carta aberta

O governo de Mato Grosso disse, em carta aberta nesta terça-feira, que ‘reconhece a importância e o valor que os profissionais da educação têm na formação de cidadãos e para a construção de uma sociedade mais justa’.

Afirmou que três grandes pleitos já foram atendidos pelo governo:

  1. Concessão do pagamento de 1/3 de férias proporcional para os professores contratados, o que nunca foi feito em Mato Grosso, atendendo uma reivindicação antiga da categoria; além da concessão de licença-prêmio e licença para qualificação profissional;
  2. O chamamento do cadastro reserva dos profissionais da educação do último concurso público. Essa medida será implementada no mês de julho, conforme acordo com o Ministério Público Estadual;
  3. Cronograma de obras para a reforma das unidades escolares: reconhecendo a situação crítica de quase 400 unidades, o Estado já apresentou um planejamento para a reforma dessas escolas, dentro do orçamento da Secretaria de Educação.

“Entretanto, não será possível, neste momento, atender a duas demandas da categoria: conceder 7,6% de aumento aos professores e o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA). Primeiro, por absoluta impossibilidade legal. A concessão infringe a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF Federal) nº 101/2000, pois o Estado ultrapassou o limite de 49% da receita, com pagamento da folha salarial. Estamos estourados em 58%”, declarou na nota.

Fonte: https://g1.globo.com