(Por Mikhail Favalessa e Jacques Gosch, do rdnews)

O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) criticou o pedido do vereador Abílio Júnior (Pode) para abrir uma CPI na Câmara para investigar e monitorar os gastos da prefeitura durante a pandemia do novo coronavírus em Cuiabá. Emanuel chamou a movimentação de “politicagem” e pediu união aos parlamentares neste momento de crise.

Emanuel Pinheiro

O prefeito Emanuel Pinheiro em live para falar sobre medidas de combate à Covid-19. Foto / Luiz Alves

“Pelo amor de Deus, é hora de união, não é hora de política. Isto é politicagem. Mal foram gastos estes recursos. Depois estes gastos serão fiscalizados pelo Tribunal Contas ou pelo Ministério Público. Pelo amor de Deus. Quero a união de todos. Tem gente morrendo. Tem gente sofrendo, tem gente sendo infectada, estamos em uma pandemia”, disse o prefeito à Rádio Vila Real na segunda (18).

A CPI do Coronavírus foi proposta por Abílio na semana passada, logo depois que ele voltou à Câmara por meio de decisão judicial que suspendeu a cassação de seu mandato por quebra de decoro parlamentar. Além de dele, também assinam o pedido de CPI os vereadores Dilemário Alencar (Pode), Diego Guimarães (Cidadania), Felipe Wellaton (Cidadania), Clebinho Borges (PSD), Lilo Pinheiro (PDT), Marcelo Bussiki (DEM), Vinicyus Hugueney, Sargento Joelson (Solidariedade) e Wilson Kero-Kero (Pode).

“Controle tem que ter e não tem para este não, tem para todos. Eu quero união […] Eu me recuso a falar, por exemplo, de eleição. Todo o dia eu penso o que eu devo fazer para proteger mais a população cuiabana, neste momento tão difícil, tão dramático[…]Precisamos agora de maturidade política, pode continuar oposição mas vamos nos unir. Precisamos agora de responsabilidade das forças políticas, de todos, em defesa de um bem comum”, clamou o prefeito.

Apesar de ter número suficiente de vereadores subscritos, a CPI ainda não pode ser aberta. Isso acontece porque a Câmara tem um limite de cinco comissões de inquérito concomitantes, o que já está alcançado com as do Paletó, da Semob, do Saneamento, da Sonegação e a do Feminicídio. Esta última foi proposta pelo vereador Marcelo Bussiki, que já sinalizou encerrá-la para que a CPI do Coronavírus possa ser instalada.

De acordo com o documento protocolado na Câmara, há possíveis irregularidades em nove casos envolvendo Emanuel que poderiam ser enquadrados como descumprimento de leis envolvendo gestão, segurança e transparência dos gastos públicos, também improbidade administrativa e ainda dano ao erário.

 

Fonte: https://www.rdnews.com.br/executivo/emanuel-diz-que-cpi-do-coronavirus-e-politicagem-e-pede-uniao-a-vereadores/128355