O protesto nacional na capital federal reuniu policiais de todas as regiões do país

 

Quarenta escrivães de Mato Grosso participaram do protesto contra a Reforma da Previdência, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, nesta terça-feira (21).

O protesto nacional reuniu policiais de todas as regiões do país. Em Mato Grosso a mobilização foi organizada pelos sindicatos dos Escrivães de Polícia Civil Judiciária – Sindepojuc e dos Investigadores – Siagespoc. Também participaram agentes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia do Congresso Nacional, agentes prisionais e do sistema socioeducativo de todo País.

Usando camisetas com frases de protesto, trechos da proposta da Reforma da Previdência foram destacados durante os discursos. Lembraram que várias reuniões foram realizadas, mas sem êxito junto ao governo federal à pauta dos policiais civis que temem a perda de seus direitos adquiridos, que segundo eles, no texto, o governo se preocupa apenas com a questão econômica. Alguns deputados fizeram questão de discursar em apoio aos manifestantes.

Presidente da Cobrapol, André Gutierrez ressaltou a importância da união de todos para mostrar ao governo federal.  “Estamos desiludidos com o que nos foi prometido até as eleições pelo presidente Bolsonaro. Fomos surpreendidos com o texto do ministro Paulo Guedes, essa revolta tem que se transformar em manifestação e força política. Se precisar faremos mais manifestações. Essa luta é exemplo de unidade. A pauta é Unica!”, comentou.

Para Davi Nogueira, presidente do Sindepojuc, o manifesto demonstra o repúdio dos policiais ao governo federal.

“Até então haviam apenas protestos da oposição, sem abalar o governo. Hoje, o protesto é feito por integrantes da base do governo, ou seja, de quem ajudou a elegê-lo, que debate como pauta principal deste governo a segurança pública. Espero que o governo perceba essa diferença, pois se não formos ouvidos, se não formos atendidos em nossas reivindicações, certamente o governo começa a desmoronar, pois perderá apoio de sua principal base que é a segurança pública”, alertou Davi.

“Lutamos por uma aposentadoria digna e justa aos profissionais que arriscam diuturnamente suas vidas para proteger a sociedade. Esperamos ser ouvidos pelo governo, governo esse que se elegeu sobre o mote da segurança pública. Temos uma emenda ao texto da Reforma e já conseguimos as assinaturas necessárias para sua tramitação, mas estamos ainda longe de alcançar nisso objetivo e a mobilização de todos nunca foi tão importante”, afirmou Marcilene Lucena, presidente da Federação Interestadual dos Policiais Civis das Regiões Centro Oeste e Norte – Feipol Centro-Oeste.

Policiais temem perda de direitos – Moradora de Juina, a escrivã Lucia Melo ingressou na PJC em 2011. Ela conta que participa do manifesto em defesa de seus direitos, pois teme perder o direito de se aposentar aos 53 anos. “Com a reforma da Previdência terei que trabalhar até os 70 anos. Por isso, estou aqui em Brasília, rodei quase dois mil quilômetros para tentar garantir meus direitos”.

Mesmo aposentada, a escriva Hilda Meratka, de Sinop, faz questão de participar do ato. “Temo perder meus direitos porque não confio no governo. Por isso, estou aqui em defesa da minha categoria”, afirmou!

Olga Eliane Pinto, escrivã da Regional de Rondonópolis, alertou sobre a falta de sensibilidade do governo com a reforma da previdência. “Estamos aqui para repudiar os desmandos desse governo, que com certeza vai nos prejudicar, retirando nossos direitos e de toda a nossa família ”, afirmou.

 

Fonte: https://www.midianews.com.br/