Polícia Civil cumpriu mandado de prisão contra bicheiro e genro na manhã desta quarta-feira (29)

 

A Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) apreendeu, na manhã desta quarta-feira, R$ 201.890 em espécie dentro da casa do bicheiro João Arcanjo Ribeiro, no Bairro Boa Esperança, em Cuiabá.

Arcanjo e o genro Giovanni Zem Rodrigues tiveram mandados de prisão cumpridos nesta manhã por envolvimento com lavagem de dinheiro e com o jogo do bicho.

Eles foram alvos da Operação Mantus, que cumpre a 63 mandados judiciais, sendo 33 de prisão preventiva e 30 de busca e apreensão domiciliar, expedidos pelo juiz da 7ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá, Jorge Luiz Tadeu.

Durante busca e apreensão, a equipe da GCCO encontrou o montante dentro de uma mochila em cima de um móvel do quarto do bicheiro (veja vídeo abaixo).

Conforme apurou a reportagem, as buscas na casa de Arcanjo ainda não foram encerradas. Um chaveiro foi chamado pela equipe policial para abrir um cofre da residência.

Policiais ainda estão cumprido mandado de busca e apreensão no escritório onde Arcanjo trabalhava, na Avenida Historiador Rubens de Mendonça (do CPA).

Operação Mantus

A Operação Mantus foi deflagrada nesta quarta e visa desmantelar dois grupos suspeitos de envolvimento com lavagem de dinheiro e com o jogo do bicho.

De acordo com a Polícia, uma das organizações seria liderada por João Arcanjo Ribeiro e seu genro Giovanni Zem Rodrigues. Já a outra seria liderada por Frederico Muller Coutinho.

João Arcanjo Ribeiro, conhecido como “Comendador”, foi acusado de liderar o crime organizado em Mato Grosso nas décadas de 80 e 90, sendo o maior “bicheiro” do Estado, além de estar envolvido com a sonegação de impostos. Ele ainda foi condenado pelo assassinato do empresário Sávio Brandão.

Frederico Müller Coutinho é um dos delatores da Operação Sodoma, que investigou fraudes que resultaram na prisão do ex-governador Silval Barbosa.

Segundo a Polícia Civil, durante as investigações mais recentes, foi identificada uma acirrada disputa de espaço pelas organizações, havendo situações de extorsão mediante sequestro praticada com o objetivo de manter o controle da jogatina em algumas cidades.

Os investigadores também identificaram remessas de valores para o exterior, com o recolhimento de impostos para não levantar suspeitas das autoridades. Foram decretados os bloqueios de contas e investimentos em nome dos investigados, bem como houve o sequestro de ao menos três prédios vinculados aos crimes investigados.

 

 

FONTE: https://www.midianews.com.br