Comerciantes do Mercado do Porto tentam ajudar, mas o morador é agressivo e não aceita aproximação

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Um homem está morando há pelo menos 2 anos dentro do córrego 8 de Abril, em frente ao Mercado do Porto, em Cuiabá. A situação pode até parecer surreal, mas não é.

Ele construiu sua casa com restos de caixotes, lençóis e madeiras recolhidos do lixo da feira.

Também é dos contêineres de descarte que garimpa comida. Outras vezes, consegue doações de peixes nas barracas e deixa a carne secar ao sol, nas proximidades da porta da “casa”.

LIVRE esteve no local e viu a estrutura precária. Ele prega todas as tiras de madeira e algumas estão apenas sobrepostas. Os alicerces ficam por conta da passarela, que liga as margens da avenida.

A chuva de segunda-feira (23) levou grande parte da casa e agora, o morador tenta refazer.

O coordenador de segurança da Feira do Porto, Luiz Mensalão, conta que o homem fica vagando pelas ruas e está sempre discutindo com alguém invisível.

No meio do debate, ele fala palavras de baixo calão e se exalta.

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

“Nós aqui da feira temos dó, mas não conseguimos nos aproximar dele. E também não podemos deixar ele entrar no mercado, porque ameaça os clientes e joga pedra nas pessoas e carros”.

Enquanto a equipe de reportagem esteve no local, ele se aproximou da casa e começou a jogar pedras em direção a via e a gritar, como se estivesse discutindo com alguém.

Depois saiu correndo, como é habitual.

Abordagem

Conforme a Prefeitura de Cuiabá, os servidores da Assistência Social abordam os moradores de rua da região habitualmente, porém muitos se recusam a ir para um albergue e o Município não tem o direito de fazer uma internação ou remoção involuntária.

Neste trabalho, são colocados à disposição das pessoas os atendimentos médico e psicológico por meio do Consultório Itinerante.

A pessoa ainda é convidada a conhecer uma das unidades acolhedoras onde são realizados todos os encaminhamentos necessários para que tenham melhores condições de sobrevivência.

No entanto, eles que decidem pela permanência ou não.

 

 

Fonte: https://olivre.com.br