cadeirante

Disparo de arma de fogo que entrou pelo braço e se alojou no tórax foi a causa da morte do deficiente físico que surtou em via pública, na área central do município de Barão de Melgaço (113 km ao sul).

A morte de Antônio Simão Martins, 50, será investigada como homicídio ou morte por intervenção de agentes do estado, ocorrida às 15h40 de terça-feira (23).

A causa da morte foi confirmada somente na manhã de ontem, depois de o corpo ser submetido a exames de necropsia, junto ao Instituto de Medicina Legal (IML) da Capital.

Inicialmente, a morte havia sido tratada como natural, decorrente de um ataque cardíaco fulminante, por equipe médica da cidade.

Na ocasião, não identificaram no corpo nenhum ferimento de disparo de arma de fogo. Apesar do diagnóstico inicial, o delegado Adalberto de Oliveira encaminhou o corpo para exames de necropsia na Capital e solicitou a perícia técnica no local dos fatos, onde foram apreendidos estojos de munições.

Oliveira aguarda os laudos e já começou a ouvir familiares e testemunhas.

Deve ser utilizada nas investigações, as imagens feitas por populares e câmeras de segurança instaladas no local do crime. Policiais militares foram acionados após a denúncia de que um homem em uma cadeira de rodas, armado com uma pistola e que jogava dinheiro em via pública, enquanto fazia disparos para o alto.

Os policiais foram ao local e tentaram convencer Antônio a se entregar, quando em dado momento, ele perde os sentidos. Consta na ocorrência que os policiais fizeram um disparo na direção do deficiente, com a intenção que ele cessasse com a ação criminosa, contudo, o tiro acabou acertando o caideirante.

Homem tem histórico de doença psíquica

Morador conhecido da comunidade de Buritizal, Antônio Simão Martins, 50, possui histórico de doença psíquica. Em 7 de maio de 2019, ele invadiu a Prefeitura de Barão de Melgaço portando uma faca e uma garrucha calibre 44, quando acabou ferido por um disparo em um dos tornozelos. Na ocasião, ameaçou funcionários que estavam na recepção, que abandonaram o posto aos primeiros disparos feitos com a garrucha.

A Polícia Militar foi acionada e mandou que ele largasse a arma de fogo. Se negou e foi atingido pelo disparo quando fez menção de atirar contra os militares, que revidaram. De acordo com a família, tratava-se de um homem bom.

Com ele foi encontrada uma pistola 765, um carregador calibre 380, quatro munições não deflagradas e uma bolsa com mais de R$ 44 mil em dinheiro.

O montante foi depositado em uma conta judicial, segundo o delegado Adalberto Oliveira, até que seja comprovada sua origem.

Um irmão dele informou que Antônio atuava como agiota e emprestava dinheiro a juros, mantendo o dinheiro junto dele, fugindo de depósitos em contas bancárias. No episódio da última terça-feira, ele começou a lançar parte do dinheiro que estava em um saco plástico para o alto e, em seguida, passou a atirar aleatoriamente.

Apesar da intensa movimentação de pessoas na via, não houve feridos nem foram registrados danos materiais decorrentes dos tiros.

 

 

 

Fonte: https://www.obomdanoticia.com.br/policia/laudo-aponta-que-cadeirante-que-surtou-em-barao-de-melgaco-morreu-com-disparo-e-nao-infarto/106480