Patr�cia Ramos

A empresária Patricia Hellen Guimarães Ramos, mãe da adolescente Isabele Guimarães, durante entrevista ao Fantástico no domingo passado

“Oque eu sei é que a minha filha está morta”, diz a empresária Patricia Hellen Guimarães Ramos, mãe da adolescente Isabele Guimarães que foi morta com um suposto disparo acidental no condomínio Alphaville I, região nobre de Cuiabá. Ela prestou depoimento na Delegacia Especializada do Adolescente (DEA) na manhã desta terça (21). Após duas horas, disse que até o momento a família da amiga da filha não a procurou para pedir desculpas ou dar explicações.

“Não teve nenhuma explicação, não teve pedido de desculpas, um por quê disso tudo”, pontua aos jornalistas na saída da DEA, em Cuiabá.

Patricia foi orientada a não falar sobre o dia da morte da filha, já que o caso é investigado em sigilo pela Polícia Civil. Mas contou que a filha e a adolescente responsável pelo tiro eram amigas há muito tempo. Também disse que sabia que a família dela praticava tiro esportivo, mas não que havia um arsenal ou que as armas circulavam de maneira deliberada pela casa.

A empresária também comentou que a Isabele nunca comentou que a amiga andava com armas pela residência.

A última vez que Patricia teve contato com Isabele foi por uma ligação telefônica. “Liguei para ela às 20h43, no registro do meu telefone, eu pedi para ela voltar para casa. Ela me disse que estava jantando e que, assim que terminasse, iria, voltar”. Momentos depois, a empresária foi alertada por familiares da amiga que bateram na porta de sua casa avisando do acidente.

Desde então, as duas famílias não tiveram contato. Para a mãe, seria essencial ter a reconstrução das circunstâncias que levaram a morte de sua filha. “Se foi acidente, eu não sei. Mas a polícia vai investigar. Estou certa de que Deus vai revelar toda a verdade”. Em entrevista para o programa Fantástico, da Rede Globo, a empresária chegou a questionar a tese de tiro acidental.

Questionada se perdoaria a família da amiga da filha, a empresária disse que não tem condições psicológicas para responder essa pergunta.

Ainda em clima de luto, Patricia disse que vive um dia de cada vez. “É um sofrimento inabalável, inexplicável, inigualável. Eu estou com coração dilacerado. Se pudesse me esonder nesse momento e ficar sozinha, mas eu não posso. Eu estou aqui para contribuir com o trabalho da polícia e para relatar todas as coisas que aconteceram do meu ponto de vista. O que eu espero agora é Justiça”.

 

fonte: https://www.rdnews.com.br/policia/mae-de-vitima-de-tiro-acidental-diz-esperar-por-explicacoes-so-sei-que-ela-esta-morta/131101