O ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (PSB) afirmou que a disputa por uma das duas cadeiras do Senado, nas eleições de 2018, é uma possibilidade que “não pode ser descartada”. No próximo ano, encerra-se o mandato de José Medeiros (PSD) e Blairo Maggi (PP).

 

Em conversa com a imprensa, durante evento nesta semana, Mendes disse que o cenário é possível, mas ainda não está em avaliação por parte dele.

 

“Tenho procurado evitar fazer afirmações sobre o cenário de 2018. Todos me conhecem e sabem da posição cautelosa que sempre tenho. [O Senado] é uma possibilidade que não pode ser descartada. Mas só vou analisar eventual participação minha no cenário a partir de 2018. Nesse momento não vou assumir que sou nem que não sou candidato”, disse.

(O Senado) é uma possibilidade que não pode ser descartada. Mas, só vou analisar eventual participação minha no cenário a partir de 2018

 

Apesar da declaração, o ex-prefeito disse que tem evitado manter diálogos políticos a respeito do próximo pleito.

 

Segundo ele, é o momento do grupo do governador Pedro Taques (PSDB) focar na entrega de resultados. Já Mendes reassumiu a presidência do Grupo Bipar, que está em processo de recuperação judicial.

 

“Considero que é extemporâneo começar a falar de 2018. Temos que dar tempo àqueles que estão em mandato para voltar suas energias para os resultados que ainda dão tempo de construir e entregar para população. Então, tenho evitado qualquer diálogo político sobre o cenário eleitoral de 2018”, afirmou.

 

Envergadura

 

Para o ex-prefeito, o PSB tem “envergadura” para uma disputa majoritária – aquela que escolhe nomes para o Governo e Senado.

 

Além dele próprio, citou o ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta, e o deputado federal Adilton Sachetti, como possibilidades.

 

“O PSB tem estatura para isso. Quando a gente faz política, você tem que reconhecer seu tamanho, seus predicados, suas qualidades e até mesmo suas debilidades. O PSB, sem dúvida, tem, assim como outros partidos também o têm. Não podemos nos apropriar e achar que somos a última laranja do pacote. Temos bons profissionais, bons candidatos para o cenário de 2018”, disse.

 

“Nosso partido tem bons quadros para disputar qualquer cargo. Agora, política é a arte do diálogo, do interesse coletivo e não do interesse apenas de um partido. Nesse diálogo, nos quadros, na força que cada um tem, o PSB vai caminhar para tentar o melhor posicionamento”, completou.

 

Fonte:http://www.midianews.com.br