Eles mataram três pessoas; caso ficou conhecido como a “Chacina do Cristo Rei”

Dois membros do grupo de extermínio conhecido como “Os Mercenários”, que atuavam em Várzea Grande, já acumulam mais de cem anos de condenação. Nessa quarta-feira (3), eles foram submetidos ao Tribunal do Júri de Cuiabá, e condenados, cada um, a 75 anos de prisão. A sentença foi proferida pelo juiz Flávio Miraglia Fernandes.

José Edmilson Pires dos Santos e Helbert de França Silva, ex-policial militar, foram sentenciados pelos crimes de homicídio consumado contra três vítimas, e uma tentativa. Os crimes ficaram conhecidos como “a Chacina do Cristo Rei”. Quatro promotores de Justiça atuaram no caso.

Os assassinatos ocorreram no dia 13 de abril de 2016, por volta das 22h20, em uma casa na Cohab Cristo Rei. Na ocasião, os acusados chegaram em um carro e desceram atirando contra as vítimas. Márcio Melo de Souza, Wellington Ormond Pereira, Vinicius Silva Miranda morram no local.

Alan Chagas da Silva, que estava na casa, também foi atingido pelos disparos, mas conseguiu pular o muro e fugir.

José Edmilson e Helbert também respondem a outras ações por homicídios e tentativas, praticados por motivação e circunstâncias semelhantes ao caso julgado. Eles estão presos e não poderão recorrer da sentença em liberdade.

No mês passado, eles também foram condenados a 30 anos de prisão, cada um, pelo homicídio qualificado de Luciano Militão da Silva, e por tentativa de homicídio contra Célia Regina da Silva.

Os mercenários

Segundo o MP,  o grupo seria formado por seis policiais, além de civis, que se organizavam para obter, de forma direta ou indireta, vantagens de qualquer natureza, mediante a prática de crimes. Investigações apontaram que os integrantes do grupo tinham armamento sofisticado, rádio amador, silenciador de tiros e diversos carros e motocicletas com placas “frias”. Estima-se que dezenas de pessoas tenham sido vítimas do grupo.

 

Fonte: https://olivre.com.br