Relato é de uma mãe que decidiu registrar um boletim de ocorrência

(por Karina Cabral, O Livre)

Foto: Reprodução/ Assessoria

 

Um suposto descontrole dentro de sala de aula de um professor da Escola Militar Tiradentes – unidade de Nova Mutum (240 km de Cuiabá) – virou caso de polícia. Uma mãe resolveu registrar um boletim de ocorrência contra o profissional na última terça-feira (11). A queixa dava conta de xingamentos e ofensas proferidos contra os alunos. E o motivo delas, segundo o relato, seria justamente uma reclamação anterior contra esse professor na coordenação da escola.

Segundo o relato da mãe do aluno, o caso ocorreu na própria terça-feira, após os alunos retornarem do horário de intervalo. O professor teria entrado na sala falando de forma agressiva sobre pais de alguns dos estudantes, que reclamavam dele ao coordenador.

Entre as afirmações que o professor teria feito está a de que a faculdade que esses pais eventualmente tivessem cursado não se comparava à que ele cursou. Supostamente alterado, o professor ainda teria afirmado que os alunos eram “falsos, inúteis e imbecis”, entre outros xingamentos.

A mãe que registrou o boletim de ocorrência afirmou que no mesmo dia, no período da manhã, realmente foi até a escola deixar um relato por escrito à coordenação sobre uma atitude tomada pelo professor com seu filho em outra ocasião.

Segundo a mãe, neste episódio, seu filho havia pedido uma explicação de um conteúdo ao professor.  O profissional, no entanto, ao invés de ajudar o aluno, teria questionado o que ele estava fazendo na escola, já que não estava entendendo as aulas.

A resposta supostamente em tom ríspido, teria deixado o aluno acuado e, segundo a mãe, até traumatizado. Por conta disso, o menino estaria com receio de retornar às aulas.

No momento em que registrou o boletim de ocorrência, a mãe do estudante destacou querer representar o profissional criminalmente. Ela tem um prazo de 180 dias para oficializar a denúncia.

Outro lado

LIVRE entrou em contato com a Polícia Militar, responsável por dirigir as unidades da Escola Militar Tiradentes em Mato Grosso, que informou por meio da assessoria já estar ciente da situação e que vai investigar o caso.

 

 

Fonte: https://olivre.com.br/