Wellington Couto assassinou a estudante de Direito Dineia Rosa em maio de 2017, em Cuiabá

 

Wellington Couto foi sentenciado a 17 anos de prisão, sem direito à progressão de regime

 

O Tribunal do Júri condenou Wellington Couto Amorim a 17 anos de prisão – sem progressão de regime – pelo feminicídio da estudante de Direito Dineia Batista Rosa, de 35 anos, ocorrido em maio de 2017, em Cuiabá.

O julgamento, presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, foi realizado nessa quinta-feira (23), no Fórum de Cuiabá.

Dineia foi asfixiada e espancada por Wellington e morreu em decorrência de traumatismo crânioencefálico.

Para o advogado que integrou a acusação, Jônatas Peixoto, o resultado do júri foi visto como uma forma de fazer Justiça à família da vítima.

“A defesa tentou sustentar que o réu, no momento do homicídio, não abstraia sobre a realidade do crime, o que felizmente não procedeu, não logrou êxito”, disse.

Quando a gente vê o retrospecto do Wellington, ele tem um histórico de muita violência. Ele chegou a agredir a genitália da ex-esposa, cortou os mamilos da ex-esposa. Então, é um caso que envolveu um indivíduo de alta periculosidade, que deve permanecer preso

Peixoto ressaltou a natureza violenta do réu e afirmou que, com a condenação, o caso do assassinato de Dineia entra para o cenário nacional como “um caso de muita violência”.

O advogado também afirmou que Wellington deve ser analisado como um indivíduo de alta periculosidade – principalmente em caso de análise de progressão de regime.

“Quando a gente vê o retrospecto do Wellington, ele tem um histórico de muita violência. Ele chegou a agredir a genitália da ex-esposa, cortou os mamilos da ex-esposa. Então, é um caso que envolveu um indivíduo de alta periculosidade, que deve permanecer preso”, disse.

“Achei plausível a fala do policial civil, que disse que nunca viu um caso tão violento como esse”, destacou Peixoto.

O crime

O assassinato de Dineia ocorreu no Bairro Serra Dourada, dentro de uam casa que a vítima havia comprado de presente para a mãe. Ela estava no local para fazer uma limpeza quando Welington arrombou a casa e a matou.

Réu confesso, Wellington já havia relatado detalhes do crime ao ser interrogado pela Polícia, e, naquela ocasião, já não teria demonstrado nenhum tipo de arrependimento.

Ele disse que provocou a asfixia com as mãos, depois por estrangulamento usando um pedaço de fio.

Reprodução

Wellington Fabricio de Amorim Couto

Wellington Fabrício de Amorim Couto, na época em que foi preso pelo feminicídio de Dineia Rosa

Wellington afirmou, ainda, que após a vítima desmaiar, começou a agredi-la com socos na face e finalizou o crime com uma tijolada na cabeça.

Condenação por homicídioWelington já havia sido condenado a 17 anos de prisão em janeiro de 2011, pela morte da ex-mulher, Danevimar da Silva Dias, de 23 anos.

O crime ocorreu em 2008 no Residencial São Carlos, em Cuiabá. Naquela ocasião, a vítima foi estrangulada com um fio elétrico e mutilada.

Segundo o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Welington teve progressão de regime e cumpria a pena em semiaberto desde 2013, sendo monitorado por tornozeleira eletrônica.

No final de abril de 2017, o acusado foi para uma audiência admonitória. Na audiência, ele conseguiu ter a pena convertida para regime domiciliar, sem a necessidade do uso de tornozeleira.

FONTE: https://www.midianews.com.br