Carlos Bezerra considera prematura paralisação dos professores no início do Governo

(por RODIVALDO RIBEIRO )

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Para o deputado federal e também ex-governador Carlos Bezerra (MDB), Mauro Mendes (DEM) está com avaliação acima da média porque estaria conseguindo tocar o barco de Mato Grosso após “tapar vários buracos no casco e em meio a mar revolto”, especialmente em questões-chave, como segurança e saúde e em “apenas quatro meses”.

“Superada esta crise, Mato Grosso pode rever todas as outras questões, mas no primeiro momento nós precisamos colocar o Estado em pé, regularizar a vida do Estado. Mas o governo já vem adequando isto, saneando. A segurança pública está funcionando melhor, saúde funcionando melhor”, disse, na tarde de quinta-feira (04), no jardim do Palácio Paiaguás.

Para o parlamentar, já recuperado de um problema de saúde que o afastou da política desde o início de seu novo mandato na Câmara, o gestor rearranjou a maior parte das dissensões e mantém um projeto político adequado sem deixar de mostrar serviço prático. “Algumas obras estão sendo lançadas, pequenas, mas sendo lançadas. Estradas. Em Rondonópolis mesmo foram lançadas duas importantes: a recuperação do anel viário e uma ponte sobre o Rio Vermelho, e assim está sendo em outros locais. O que nós precisamos é apoiar o governador Mauro Mendes para que ele possa dar conta de sua missão, que é arrumar o Estado”.

O apoio anda irrestrito até mesmo em uma questão sensível à carreira de Carlos Bezerra – os funcionários públicos e trabalhadores de baixa renda. No caso, falando especificamente da greve dos professores, ele deu razão ao governo na queda de braço com o Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep) pelo fim do movimento (Mauro já avisou que não vai conceder nada e reafirmou pela quarta vez a convicção durante o mesmo evento). “Eu já me declarei várias vezes sobre isso. Sou favorável à greve, defendo o direito dos trabalhadores, sempre defendi, mas achei que essa greve com quatro meses de governo foi um pouco precipitada. Tem que dar um tempo pro governo arrumar as coisas, porque do jeito que está aí, se for atender tudo agora, como pretendem, o Estado não vai pagar ninguém”, considerou.

O deputado federal chegou mesmo a fazer uma das metáforas tão ao gosto dos políticos mais velhos e comparou o que ele e Mauro Mendes consideram insistência do Sintep com os que emprestam dinheiro a perdulários mediante garantias e lucros abusivos com os quais estes podem até concordar, mas certamente não vão  cumprir simplesmente porque não terão nem meios para isso.

“Não adianta. É como o agiota que quer cobrar juros de 10%, 20%. Ele pode cobrar os juros abusivos, só que o devedor não vai pagá-lo. É uma situação tão exorbitante que ele não vai receber. Na situação do Estado, que estava com salário atrasado? Pelo menos isso o governo já regularizou e o governador quer levar para o dia 30 o pagamento futuramente. Então, eu acho que é um pouco precipitada. Acho que o trabalhador tem que lutar pelos seus direitos, mas tem que esperar o momento oportuno, adequado, para isso”.

 

 

Fonte: https://www.folhamax.com