O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, mandou um recado às pessoas que questionam a eficácia da Coronavac, que está sendo usada para imunizar a população em Mato Grosso contra a Covid-19.

“As pessoas que questionam a qualidade dessa vacina precisam entender o seguinte: se vacinar tem 50% de chance de não ter Covid. Se não vacinar, tem 100% [de ter Covid]. Aí, é o arbítrio de cada um decidir se vai ou não”, afirmou.

A afirmação foi feita no Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, logo após o evento que deu início à vacinação no Estado.

Ele aproveitou para alertar a população para a necessidade de rever o comportamento atual em relação à pandemia. Isso porque há pessoas agindo em desrespeito às medidas de biossegurança, como uso de máscaras e de álcool em gel, promovendo ou participando de aglomerações.

De acordo com o secretário, o risco de colapso do sistema público de saúde existe e não cabe apenas ao Governo do Estado evitar que a população fique sem assistência.

“A população se comporta como se não existisse uma pandemia. […] Se continuarem com esse comportamento, teremos por um bom tempo um número grande de casos e uma demanda muito grande pela assistência hospitalar, a ponto de podermos até colapsar se não houver a colaboração da população”, afirmou.

Figueiredo ainda ressaltou que há uma preocupação do Executivo, neste momento, quanto às pessoas que começarem a receber o imunizante, a fim de não pensarem que tomar a vacina significa o fim da pandemia.

“A preocupação que temos agora com o início da vacinação é que as pessoas que se vacinarem pensem que no dia seguinte estão imunizados”, disse.

“Existe um tempo para que a vacina possa fazer um efeito, existe um tempo para adquirir imunidade. Mas, infelizmente, a população se comporta dessa maneira”, completou.

Eficácia

Segundo os pesquisadores do Instituto Butantan, que desnvolve a Coronavac em parceria com a chinesa Sinovac, a eficácia geral da vacina foi de 50,4%, tendo por base resultados dos testes em um grupo de 9 mil voluntários que receberam as doses com intervalo de 14 dias entre elas.

Esse índice refere-se à capacidade do imunizante de evitar casos sintomáticos da doença, ou seja, proteger em todos os casos da Covid-19 – sejam eles leves, moderados ou graves. O número mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e também pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é de 50%.

Ainda segundo o Butantan, a vacina foi 78% eficaz na prevenção de casos leves de Covid-19 – ou seja, aqueles que ainda pegaram, tiveram apenas sintomas leves e não necessitaram de internação hospitalar – e 100% eficaz em evitar quadros moderados e graves (mortes).

 

 

 

Fonte: http://www.dahoranoticias.com/noticias-cuiaba/politica/se-vacinar-tem-50-de-chance-de-nao-ter-decisao-e-de-cada-um/