Senadora avalia que ex-deputado pode ter dificuldade em razão do perfil do eleitorado cuiabano

(POR CAMILA RIBEIRO E CÍNTIA BORGES )

A senadora Selma Arruda, que não crê em Galli para prefeitura de Cuiabá

 

A senadora Selma Arruda (PSL) demonstra não concordar com uma possível candidatura de seu correligionário, o ex-deputado federal Victório Galli (PSL) para a prefeitura de Cuiabá, em 2020.

Para ela, ele acumula uma rejeição considerável, muito disso em função de pautas conservadoras defendidas por ele.

“Ele tem uma rejeição muito grande. Não o vejo com capital político hoje. Ele pode estar crescendo bastante porque está fazendo um trabalho (em Brasília) lá ligado a Casa Civil. Está crescendo, mas ele tem essa rejeição, que são algumas questões ideológicas mesmo”, disse Selma, em entrevista ao MidiaNews.

Ele tem essa rejeição, que são algumas questões ideológicas mesmo. E é justamente aí que vejo a dificuldade, porque a Capital não costuma ser tão conservadora, com ideais tão parecidas com as dele

“E é justamente aí que vejo a dificuldade, porque a Capital não costuma ser tão conservadora, com ideais tão parecidas com as dele”, acrescentou.

A senadora defendeu, inclusive, que o PSL, às vésperas das convenções partidárias, realize algumas pesquisas de modo a avaliar a viabilidade eleitoral do colega.

Disse ainda que, se for o caso, Galli poderia concorrer como candidato a vice na chapa encabeçada por um outro candidato a prefeito.

“Novos nomes”

A senadora também acredita que, até o próximo pleito eleitoral, o PSL pode receber novos líderes, entre os quais alguns que atualmente estão em outras siglas ou pessoas ainda fora do cenário político.

“Acho que podem aparecer lideranças ainda, lideranças migradas de outros lugares, lideranças que não tenham passado político. Eu ainda não entendo muito de estratégias políticas, mas acho que se não tiver uma liderança efetivamente com condições de competir, a gente lança candidatos só para vereadores”, disse Selma.

De acordo com ela, o PSL caminha, neste momento, para estruturar o partido, que até pouco tempo ainda era considerado “nanico”.

“O PSL era um partido muito pequenininho, sem estrutura, muito ‘quebradinho’, então, poucos lugares havia representatividade. E agora está uma corrida, todo mundo quer vir para o PSL. Estamos agora nessa fase de regularização formal”, disse.

“Já fizemos um levantamento de pessoas que tem nosso perfil pra colocar em cada polo, pelo menos. E vamos tentar eleger o maior número de vereadores e prefeitos possível em 2020”, concluiu.

 

Fonte: https://www.midianews.com.br