UFMT reconhece que não pagou por serviço terceirizado, mas responsabiliza empresa contratada

(Lidiane Barros, o livre)

Sem salários há três meses, 64 funcionários da MJB Vigilância e Segurança, empresa contratada pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) para atuar no período noturno, fecharam as duas guaritas que dão acesso ao campus Cuiabá.

A manifestação começou às 6h e deve seguir pelas primeiras horas da manhã.

O alerta foi encaminhado à imprensa na noite de quinta-feira (8), pela Associação dos Docentes da UFMT (Adufmat-Ssind) e Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos (Sintuf-MT), que têm acompanhado o caso.

A situação é semelhante à da empresa responsável pela limpeza – serviço terceirizado – da UFMT. De acordo com a Adufmat, os vigilantes têm recebido apenas o vale transporte para que compareçam ao trabalho.

Os salários e outros benefícios, como repasses de vale alimentação, FGTS e INSS não estariam sendo pagos.

Contratada por processo licitatório, a empresa deveria ter saldo em caixa para garantir os salários e demais direitos dos profissionais por até três meses, segundo a Adufmat. Isso, entretanto, não estaria acontecendo.

A UFMT reconhece que não tem feito os pagamentos à empresa e alegou que o motivo seria a não apresentação das notas fiscais de maio, como prevê o contrato.

Por sua vez, a MJB diz que entregou cópias de notas e protocolos de entrega junto a uma sentença judicial. Segundo a empresa, é que a UFMT que tem desrespeitado a decisão da Justiça.

A movimentação dos seguranças pleiteia o pagamento dos salários de maio, junho e julho.

Os funcionários que fazem a vigilância no período diurno, contratados por outra empresa terceirizada, estão com o salário em dia.

 

Fonte: https://olivre.com.br