Governo do Estado já pensa em uma segunda temporada para articular cenas gravadas em Mato Grosso.

Paloma Bernardi, Renan Tenca e Gutto Szuster estrelam uma produção brasileira da Netflix já vêm causando frisson suficiente para perturbar a calmaria do Pantanal. A estreia é nesta sexta-feira (28).

É que, apesar de a sinopse – amplamente reproduzida na imprensa nacional – apontar para uma história ambientada “nos confins do Pantanal”, todas as filmagens foram realizadas a mais de mil quilômetros de distância do bioma mato-grossense.

Artistas e equipe passaram três meses em Tocantins, Estado em que predominam as paisagens amazônica e do Cerrado.

No Google Maps, a distância mínima entre Poconé, cidade mato-grossense berço do Pantanal, e Palmas, Capital de Tocantins, é de 1,6 mil quilômetros (Foto: Reprodução)

 

O enredo

Na trama de suspense pensada para a Netflix, três médicos estão determinados a levar a vacina contra a Zika para comunidades pantaneiras, porém, terão que enfrentar um curandeiro. O trailer oficial revela que eles acabam sendo absorvidos pelos mistérios do seu culto.

Questionado sobre rumores de que empresários do ramo hoteleiro estariam incomodados com a narrativa da série – que explora também a suposta mutação de um vírus que existe na vida real – o secretário adjunto de Turismo de Mato Grosso, Jefferson Preza Moreno, amenizou.

“Junto aos secretários Allan Kardec e José Paulo Traven [adjunto], temos nos reunido com os empresários que atuam no Pantanal para evitar que haja qualquer prejuízo. Conversamos sobre todos os pontos e, no entendimento do governo, é positivo que o Pantanal esteja reverberando. Não podemos esquecer que se trata de ficção científica”.

Já quanto ao fato de as paisagens filmadas não serem as do Pantanal, mas as de Tocantins, o secretário também vê como uma boa oportunidade de se iniciar uma interlocução com a Netflix e a Agência Nacional de Cinema para que Mato Grosso possa receber outras produções de cinema.

“Estamos tentando uma ponte com os idealizadores da série para estimular, caso haja uma segunda temporada, que eles usem cenários mato-grossenses como locação”, antecipa Jefferson Preza.

“E estamos tentando interlocução com outros realizadores para que mais produções venham para o nosso Estado, especialmente porque, além de divulgar o turismo, geramos renda com profissionais locais atuando nessas produções”, ele completa, lembrando também do aquecimento dos setores de hotelaria, alimentação e transporte.

 

Fonte: https://olivre.com.br