Na avaliação do senador, Região Metropolitana precisa ser incluída no raio de alcance dos trilhos

O senador por Mato Grosso Jayme Campos (DEM) disse ver com preocupação o fato de Cuiabá e Várzea Grande estarem fora do traçado das ferrovias. Segundo ele, a Região Metropolitana concentra um terço da população do Estado e não pode ficar alheia ao novo ciclo de desenvolvimento.

Jayme destacou não ser contra a construção da Ferrogrão – de Sinop (MT) ao porto de Miritituba (PA) – nem da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste, a Fico – entre Campinorte (GO) e Água Boa (MT) -, mas avaliou ser preciso que o governo federal também priorize a extensão da Ferronorte até Cuiabá.

“Minha preocupação é de haver um esvaziamento de investimentos, já que a região [Metropolitana] não concentra grande produção de grãos”, disse o senador.

Jayme sustenta seu argumento dizendo que a ferrovia é um transporte importante e que Mato Grosso não pode perder de vista a necessidade de construir uma rede de transporte intermodal, com rodovias, hidrovias e o transporte com trens.

“Temos a obrigação de lutar para que as três ferrovias sejam construídas simultaneamente em Mato Grosso. Não sou contra a construção [dos dois ramais no Norte do Estado]”, ele esclareceu.

A concessão da Fico está no Programa de Parcerias e Investimentos do governo federal. Os estudos já foram concluídos e o próximo passo será uma consulta pública. Depois, o governo aguarda acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU) que vai definir o papel do concessionário e da União. Em seguida será lançado o edital, depois será feito o leilão. Só então será assinado o contrato com a empresa vencedora.

Já os estudos da Ferrogrão foram concluídos em 2017 e está em andamento a consulta pública do projeto. Em seguida, o governo aguarda o acordão do TCU, mas já estimou o leilão para o quarto trimestre de 2019. A assinatura do contrato deve acontecer no primeiro trimestre de 2020.

Já no primeiro ano de operação da Ferrogrão, o governo estima que um total de 13 milhões de toneladas de grãos passem pela ferrovia. O número  poderá chegar a 42 milhões de toneladas em 2050.

 

 

Fonte: https://olivre.com.br/