27/02/2026
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Ex é condenado a 22 anos de prisão por morte de companheira trans em Cuiabá

(por Yuri Ramires da Gazeta)

Reprodução

Tribunal do Júri de Cuiabá condenou Marcelo de Almeida Moura a 22 anos de prisão pelo feminicídio da ex-companheira Alexandra Monteiro, crime ocorrido em março de 2021, no bairro Altos da Glória, em Cuiabá. Foi negado o direito dele recorrer em liberdade. A condenação é inédita ao se tratar de um crime cometido contra uma vítima transexual.

 

De acordo com as informações da assessoria de imprensa, conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso, o Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima e crime praticado contra pessoa transfeminina envolvendo violência doméstica e familiar.

Atuou na sessão de julgamento o promotor de Justiça Antonio Sergio Cordeiro Piedade, do Núcleo de Defesa da Vida do MPMT. Mediante asfixia, Marcelo Moura imobilizou e matou Alexandra.

 

O corpo foi localizado já em estado de decomposição, completamente nu e com os pulsos amarrados. O autor do crime, que registra condenações transitadas em julgado por receptação e roubo majorado, está preso pelo feminicídio desde 22 de março.

“Marcelo Almeida Moura e a vítima Alexandra, apelidada de Ale, conviveram por mais de um ano, mas o relacionamento era conturbado e ela terminou com ele”, diz trecho da denúncia do MPE.

 

Além disso, em julho de 2020 ele foi preso em flagrante por estupro da meia-irmã  e quando saiu da cadeia, passou a ameaçar a vítima Alexandra insistindo em reatarem.

 

Conforme a sentença, a dinâmica dos fatos revela maior gravidade da conduta do réu, “não apenas pela malvadez com que executou o delito em tela, mas também em face de como procedeu após ceifar a vida da ex-convivente”.

 

Isso porque, “as provas colhidas durante a instrução processual indicam que após o homicídio, antes de evadir-se da residência da vítima, Marcelo subtraiu vários objetos que guarneciam o local, tais como televisão, caixa amplificadora de som, botijão de gás, além de duas bolsas e o celular de Alexandra, cuja conduta demostra extrema frieza e desvalor à vida humana, notadamente por se tratar a vítima de pessoa com quem conviveu por mais de um ano”. (Com informações da assessoria de imprensa)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: https://www.gazetadigital.com.br/editorias/judiciario/ex-condenado-a-22-anos-de-priso-por-morte-de-companheira-trans-em-cuiab/674704

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