27/02/2026
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Com alta de casos de covid, MT volta para a zona de alerta crítico de ocupação de UTIs

Autoridades têm pela frente desafios como a reabertura de leitos, avanço da vacinação e a reorganização da rede de serviços de saúde.

(por Safira Campos do PNB Online)

Leito de UTI
Christiano Antonucci

Com taxas de ocupação de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) acima de 80% esta semana, Mato Grosso voltou para a zona de alerta crítico, conforme os parâmetros da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que monitora dados da pandemia de coronavírus no Brasil. Até esta terça-feira (25.01), estavam ocupados 84,72% dos leitos voltados para o atendimento de pacientes em estado mais grave no estado.

O avanço dos casos de infecção pela variante Ômicron vem causando uma acelerada pressão no sistema de saúde. Mato Grosso vinha variando entre zona de alerta intermediário e fora de zonas de alerta desde o segundo semestre do ano passado. Em 10 de janeiro deste ano, apenas 50% dos leitos de UTI estavam ocupados. A ocupação de leitos de enfermaria, que hoje é de 42%, era de 16% àquela altura.

De acordo com dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), foram 4.110 novas infecções somente nas últimas 24h. Neste momento, há 790 pessoas internadas, sendo 369 em enfermarias e 233 em UTIs, que já têm apenas 24 leitos disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A situação de novo agravamento da pandemia já havia sido prevista por estudiosos semanas antes, que apontavam aumento da demanda por serviços de saúde em um futuro breve.

Ainda assim, o cenário atual é bastante diferente do visto em 2021, quando entre março e junho o país viveu um colapso do sistema de saúde combinado com elevadas taxas de incidência e número de óbitos pela doença. Apenas em 5 de abril daquele ano, foram 128 mortes pela doença em Mato Grosso. Neste sentido, o avanço da vacinação da população é tido como fator decisivo para que o número de óbitos mantenha-se em patamares bastante inferiores aos observados anteriormente, como o desta terça-feira (25.01), quando a SES-MT divulgou cinco novos óbitos no intervalo de 24 horas.

Conforme a Fiocruz, embora a Ômicron também esteja demandando atenção e acionamento de planos de contingência, é preciso considerar que a alta na ocupação de leitos de UTI também reflete o uso de serviços complexos requeridos por casos da variante Delta e de influenza. Cabe ainda ressaltar, de acordo com os cientistas, que o patamar de número de leitos é outro, e o número de internações em UTI hoje ainda é predominantemente muito menor do que aquele observado anteriormente.

Desafios

Desta maneira, neste momento, além da reabertura de leitos e avanço da vacinação, um dos desafios posto às autoridades é a reorganização da rede de serviços de saúde no sentido de dar conta dos desfalques de profissionais afastados por contrair a infecção. Nesta segunda-feira (24.01), as Unidades Básicas de Saúde (UBS) de quatro bairros de Cuiabá suspenderam o atendimento de pacientes em razão dos médicos terem contraído covid-19 ou gripe.

Sendo assim, com alta transmissibilidade e infecções, e grande crescimento do número de casos e de demanda por serviços de saúde, instituições como a Fiocruz continuam ressaltando que é fundamental o fortalecimento de medidas de prevenção, com a obrigatoriedade de uso de máscaras em locais públicos, a exigência do passaporte vacinal e o estímulo ao distanciamento físico e higiene constante das mãos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: https://www.pnbonline.com.br/geral/com-alta-de-casos-de-covid-mt-volta-para-a-zona-de-alerta-cra-tico-de-ocupaa-a-o-de-utis/82882

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