O governador lembrou que as indústrias recebem um incentivo para se instalar nestas áreas e caso o estado seja retirado, poderá retroceder no avanço da industrialização
(por Débora Siqueira / Reportagem Local – Jardel P. Arruda do Leiagora)

A proposta de retirar Mato Grosso da Amazônia Legal é vista com desconfiança pelo governador Mauro Mendes (UB). Ele faz um alerta sobre a proposta, de autoria do deputado federal Juarez Costa (MDB), que poderá impactar drasticamente a industrialização de Mato Grosso e fazer com que o estado sofre um retrocesso.
Ligado ao setor das indústrias, Mendes lembra que, por fazer parte da Amazônia Legal, as empresas que se instalam na região possuem um incentivo de 75% de isenção do imposto de renda. Com isso, o chefe do Executivo deixa claro: “sou favorável, desde que não perca este incentivo, se não daremos um passo atrás na industrialização”.
Mendes diz que é preciso tomar muito cuidado com esta proposta. Por outro lado, ele reconhece que pode ser positivo para o setor de produção primária. “Como tudo, tem seu lado positivo e negativo. Se sair, podemos abrir uma capacidade de ampliar a produção primária do agronegócio, mas também iremos perder um dos mais importantes mecanismo de industrialização, que é o incentivo da Sudam”, explicou.
A Amazônia Legal é uma região que abrange uma área de mais de 5 milhões de quilômetros quadrados, representando dois terços do país. Ela foi criada pelo governo brasileiro nos anos de 1950, como uma tentativa de desenvolver e integrar a região da bacia amazônica, por meio de incentivos fiscais. A área inclui os estados do Amazonas, Roraima, Rondônia, Pará, Amapá, Acre, Tocantins, Mato Grosso e parte significativa do Maranhão.





