Segundo a polícia, ela provocou batida e assumiu o risco de causar acidentes graves. Alexandre Miyagawa foi assassinado por Marcos Paccola com três tiros em julho.

A Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran) ouviu, nesta quarta-feira (14), a namorada do agente socioeducativo Alexandre Miyagawa de Barros, assassinado pelo vereador de Cuiabá, Marcos Paccola, em 1º de julho. Ela foi indiciada por embriaguez ao volante e por trafegar em velocidade incompatível com a segurança em vias de grande movimentação no dia do crime.
Imagens de câmera de segurança, conforme a Polícia Civil, flagraram o veículo conduzido pela investigada cometendo infrações de trânsito e ela estava “com a capacidade psicomotora visivelmente alterada por ter ingerido bebida alcoólica”.
Entre as infrações, uma batida contra um carro na Rua Presidente Artur Bernardes, no cruzamento com a Avenida Senador Filinto Muller, onde desrespeitou a parada obrigatória e atravessou em alta velocidade, ignorando a preferencial. O acidente causou prejuízo material de R$ 2 mil à vítima, segundo a polícia.
Além disso, a polícia aponta que a investigada entrou na Rua Presidente Artur Bernardes na contramão e quase provocou um novo acidente com uma moto – o que, conforme o delegado Christian Alessandro Cabral, demonstra que assumiu o risco de causar grave acidente de trânsito, por estar em alta velocidade e ter desrespeitado a sinalização em avenida de grande movimento em horário de pico.
“Os fatos, além de serem característicos de dolo eventual, são extremamente graves, o que revela total desprezo, não apenas pelas regras de segurança viária, como pela vida alheia”, disse o delegado.
Com o interrogatório, segundo o delegado, as investigações serão concluídas e o inquérito policial, encaminhado ao Poder Judiciário.
À TV Centro América, a investigada informou que não tem conhecimento do indiciamento.

Em julho
A Justiça marcou para o dia 31 de outubro a audiência de instrução e julgamento da ação penal contra o vereador por Cuiabá, Marcos Paccola (Republicanos), réu por homicídio qualificado pela morte do agente socioeducativo Alexandre Miyagawa.

O crime aconteceu no dia 1º de julho. As câmeras de segurança de estabelecimentos próximos registraram o momento em que Alexandre desce do carro da namorada e caminha até a mesa da loja de conveniência onde ela está. Em determinado momento, as pessoas ao redor se afastam dos dois.
O casal sai da mesa e volta ao carro. Neste instante, cerca de três minutos após a chegada de Alexandre ao local, ele é atingido pelas costas por três disparos efetuados pelo vereador Paccola, que recém havia chegado ao estabelecimento.
Alexandre não teve chance de defesa, conforme o MP. Na ocasião, Paccola informou que a vítima estava armada e havia ameaçado a namorada. Contudo, a promotoria entendeu que “em nenhum momento, a vítima agrediu ou ofendeu quem quer que lá estivesse e não apontou sua arma de fogo na direção de ninguém”.
A perícia apontou que dois dos três tiros causaram ferimentos graves e lesionaram o pulmão de Alexandre, além do diafragma e fígado, o que ocasionou grande perda de sangue. A causa da morte foi hemorragia, após trauma torácico por projéteis de arma de fogo.

Fonte: https://g1.globo.com/mt/mato-grosso/noticia/2022/09/15/namorada-de-agente-morto-por-vereador-de-cuiaba-e-indiciada-por-embriaguez-ao-volante-e-trafegar-em-alta-velocidade.ghtml





