Dolina águas milagrosa Caceres MT

Mato Grosso é o maior estado da região centro-oeste e o terceiro maior do Brasil. É também o maior produtor de diamantes do Brasil, além de ter elevada produção de ouro e pedras coradas (que são todas as pedras preciosas ou semipreciosas, com exceção do diamante), como a ametista e o quartzo rosa.

É um estado que lidera na produção de alguns itens da agropecuária do país, como gado, soja, milho e algodão.

Mas e o turismo ?!

A imensidão do território mato-grossense abriga belezas e recursos naturais que são únicos no Brasil e no mundo.

A cidade de Cuiabá, capital do estado, por exemplo, é uma das mais quentes do país, com temperaturas que podem atingir 40ºC em determinadas épocas do ano. E esse calorão é uma característica do estado, que tem clima tropical, propício para se conhecer as belas cachoeiras, rios e lagos do estado.

Mirante altos do céu. Chapada dos Guimarães

Acredito que os altos custos de viagens para o interior do Estado podem ser atribuídos a diversos fatores, mas os principais deles seriam a pouca divulgação (o que prejudicaria o fluxo de turistas) e a falta de infraestrutura em alguns lugares.

Por exemplo, as reclamações mais frequentes dos turistas são: as cidades não terem infraestrutura para receber turistas, nem informações necessárias sobre pontos turísticos locais, além da falta mão de obra qualificada. Um exemplo disso é que a maioria dos guias de turismo não fala inglês fluente, o que dificulta para o turista.

Eu fui conversar com algumas pessoas que não são trilheiros, perguntar se eles fazem passeios e como fazem, como ficam sabendo dos atrativos etc…  A resposta é unânime: internet. Eles pesquisam no Instagram, sites, Google e descobrem o que está acontecendo.

Cachoeira Santa Teresa. Serra de São Vicente MT

As empresas não investem tanto em mídias e divulgações. E quando o fazem, focam mais nos turistas do estado, turistas de fim de semana.

E aí entra uma outra questão: eles aumentam os preços final de semana para cobrir os gastos da semana que praticamente não tem movimento por que não investiram em divulgação para atrair atrair turistas de todo o Brasil.

Isso cria um círculo vicioso. Não tem turistas porque não investem e não investem porque não tem turista. Em marketing isso se chama “ paradoxo de Tostines”, em referencia ao comercial da bolacha que perguntava: Tostines vende mais porque é sempre fresquinho? Ou é sempre fresquinho porque vende mais?

É preciso quebrar esse paradigma. As empresas precisam investir mais em divulgação, atrair turistas de todo o Brasil, ter clientes praticamente todos os dias e temporadas. Com mais movimento, os preços ficariam mais acessíveis e permitiria a todos e os mato-grossenses conhecerem seu próprio estado.

E aí, vamos nos aventurar e estimular o turismo local?

 

 

 

 

Fonte: https://folhadoestadoonline.com.br/entretenimento/o-curioso-caso-dos-mato-grossenses-que-nao-conhecem-o-propio-estado/